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Brent fecha perto de máximas após ataques houthis a infraestrutura saudita

Militantes afirmam ter atingido aeroportos e instalações da Aramco; Ucrânia golpeia terminal de petróleo em São Petersburgo

Ler na fonte → CNBC

Os preços do petróleo bruto Brent se aproximaram de patamares elevados nesta segunda-feira, em meio a um recrudescimento de ataques no Oriente Médio e na Europa Oriental que ameaçam o fluxo global de energia. Militantes houthis, apoiados pelo Irã, reivindicaram ofensivas contra alvos na Arábia Saudita, enquanto a Ucrânia atacou instalações petrolíferas russas.

Segundo a CNBC, os futuros do Brent, referência global, recuaram 31 centavos e fecharam a US$ 109,55 por barril, depois de ter alcançado um patamar superior ainda na sessão. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência americana, avançou US$ 2,25 e encerrou o dia cotado a US$ 103,66 por barril.

A reportagem aponta que os preços recuaram em relação às máximas da sessão à medida que operadores passaram a considerar a possibilidade de um aumento da oferta russa chegando ao mercado, após os Estados Unidos flexibilizarem sanções na sexta-feira anterior.

Ataques reivindicados contra alvos sauditas

De acordo com o material da CNBC, os houthis afirmaram nesta segunda-feira ter atacado o Aeroporto Internacional King Khalid, em Riad; o Aeroporto Internacional de Abha, no sudoeste saudita, próximo ao Iêmen; instalações da Saudi Aramco em Yanbu, na costa do Mar Vermelho; o campo petrolífero de Shaybah; e forças navais sauditas.

A emissora americana afirma não ter conseguido verificar de forma independente as alegações do grupo, e destaca que as autoridades sauditas não emitiram declaração pública confirmando os episódios.

Ainda segundo a reportagem, a Arábia Saudita adiou para o próximo ano a conferência Future Investment Initiative, originalmente programada para durar quatro dias na semana seguinte, citando a escalada dos ataques houthis contra o país.

A CNBC relembra que, cerca de dez dias antes, o grupo já havia atingido o Aeroporto Internacional King Khalid, deixando ao menos 12 mortos e centenas de feridos.

Ucrânia atinge terminal russo em São Petersburgo

Na Rússia, incêndios atingiram um terminal e um depósito de petróleo em São Petersburgo depois que a Ucrânia lançou uma onda intensa de ataques com drones no domingo, de acordo com publicação do governador da região, Alexander Beglov, em rede social, citada pela CNBC.

O material indica que o terminal atingido exporta cerca de 120 mil barris por dia de produtos refinados, majoritariamente óleo combustível, segundo dados da consultoria Kpler mencionados pela reportagem. A extensão dos danos à instalação não havia sido determinada até a publicação da matéria.

A CNBC recorda que a Ucrânia havia suspendido brevemente os ataques a instalações energéticas russas depois que o presidente americano, Donald Trump, declarou em 11 de outubro que Kiev e Moscou haviam chegado a uma trégua. No entanto, segundo o relato, a Rússia continuou atacando a infraestrutura energética ucraniana mesmo após o anúncio de Trump, levando o presidente Volodymyr Zelenskyy a afirmar, na semana anterior, que a Ucrânia retomaria os ataques a instalações russas em retaliação.

A reportagem também menciona que moradores observaram o terminal em chamas após o ataque aéreo em São Petersburgo em 18 de outubro de 2026, e que a Rússia afirmou ter abatido dezenas de drones ucranianos perto da cidade, com perturbações em voos em um dos aeroportos mais movimentados do país, além do terminal atingido.

Tensão também no Golfo Pérsico

A CNBC relata ainda que dois petroleiros foram atacados na sexta-feira ao largo da costa saudita, no Golfo Pérsico, segundo registros de incidentes do Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO).

De acordo com o UKMTO, citado pela reportagem, um pequeno barco disparou uma granada propelida por foguete contra um petroleiro não identificado a 78 milhas náuticas a nordeste de Al Jubayl. Outro petroleiro, identificado como ST3, foi atingido por um projétil de origem desconhecida, segundo o mesmo órgão.

A matéria aponta que o Irã tem intensificado ataques a petroleiros no Golfo Pérsico, no Estreito de Hormuz e no Golfo de Omã, em um esforço para restringir as exportações de petróleo bruto da região.

O que isso significa para o investidor

O conjunto de eventos descrito pela CNBC reúne dois focos simultâneos de risco geopolítico com potencial de afetar o mercado global de energia: a escalada de ataques houthis contra infraestrutura saudita, incluindo instalações da Aramco, e os ataques recíprocos entre Ucrânia e Rússia contra terminais petrolíferos. Para quem investe em ativos ligados a commodities, essa combinação tende a manter a volatilidade elevada nos preços do petróleo, já que qualquer novo incidente confirmado pode reverter rapidamente movimentos de alta ou baixa.

É importante notar que a reportagem destaca um fator de contrapeso: a expectativa de maior oferta russa no mercado após a flexibilização de sanções americanas, que já ajudou a conter parte da alta do Brent durante a sessão. Esse tipo de dinâmica — risco de oferta por ataques versus perspectiva de mais petróleo disponível — é o que investidores em fundos de commodities, ações de petrolíferas e papéis expostos a energia devem monitorar de perto nos próximos dias.

Vale observar também que a CNBC não conseguiu confirmar de forma independente as alegações houthis, e a Arábia Saudita não se pronunciou oficialmente até o fechamento da matéria. Essa assimetria de informação é um elemento típico de períodos de tensão geopolítica: preços podem reagir à expectativa de dano antes mesmo da confirmação dos fatos, o que exige cautela redobrada de quem opera posições alavancadas ou de curto prazo em derivativos de petróleo.

Por fim, o adiamento da conferência Future Investment Initiative para o ano seguinte é um sinal adicional, fornecido pela própria reportagem, de que autoridades sauditas tratam a escalada como um risco operacional relevante — não apenas retórico. Investidores com exposição a ativos sauditas ou a fundos regionais do Golfo devem acompanhar se novos eventos similares a esse adiamento se repetem, o que sinalizaria um aprofundamento da crise.

Agregado por AAR News · fonte: CNBC

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos