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BlackRock tem salto no lucro do 3º trimestre com comissões em alta

Maior gestora de ativos do mundo viu ativos sob gestão chegarem a US$15,49 trilhões, impulsionados por fluxos para ETFs iShares e valorização dos mercados

BlackRock tem salto no lucro do 3º trimestre com comissões em alta
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A BlackRock reportou nesta quarta-feira um forte avanço no lucro do terceiro trimestre, resultado de comissões mais altas cobradas pela gestão de recursos de clientes, segundo a Reuters. A notícia animou o mercado: as ações da gestora subiam quase 4% nas negociações pré-mercado.

O lucro líquido da empresa somou US$1,66 bilhão, ou US$10,57 por ação, no período de três meses encerrado em 30 de setembro. No mesmo intervalo do ano anterior, o resultado havia sido de US$1,32 bilhão, ou US$8,43 por ação.

Ativos sob gestão batem recorde

Os ativos sob gestão da BlackRock — métrica que determina boa parte da receita da companhia via comissões — alcançaram US$15,49 trilhões, ante US$13,46 trilhões um ano antes. O avanço combinou dois fatores: entrada líquida de US$134,5 bilhões em novos recursos nos ETFs da linha iShares, principal produto da gestora, e a valorização dos ativos já sob sua carteira, beneficiada por um mercado acionário em alta.

Em comunicado citado pela Reuters, o presidente-executivo Larry Fink afirmou que "os fundamentos do mercado estão sólidos e bem sustentados, com margens mais altas e um impulso nos lucros impulsionado pelas novas tecnologias".

Rali da bolsa americana sustenta captação

O desempenho da BlackRock está diretamente ligado ao comportamento do S&P 500, que opera perto de máximas históricas, impulsionado pelas ações ligadas à inteligência artificial. Segundo a Reuters, o índice de referência ampliou sua trajetória de alta ao longo do trimestre, enquanto investidores seguiram dispostos a alocar capital em gestoras de ativos como a BlackRock.

A reportagem também pondera que, mesmo com os mercados ainda sólidos, o cenário não é isento de riscos. A combinação entre a elevação dos rendimentos dos títulos públicos e a leitura de que o recente movimento do Federal Reserve possa marcar o início de uma nova fase de aperto monetário gera incerteza sobre até quando o atual ciclo de valorização dos ativos pode se manter. Nessa leitura, um ambiente prolongado de juros mais elevados tende a atrair parte do capital para aplicações tidas como mais seguras, o que poderia reduzir o fôlego do movimento de alta nos mercados de risco.

Apetite por dívida resiste a vendas no Treasury

Apesar da onda recente de vendas de títulos do Tesouro americano, os produtos de renda fixa da BlackRock registraram captação líquida de US$78,2 bilhões no trimestre — um sinal, segundo a Reuters, de que a demanda dos investidores por esses instrumentos segue robusta mesmo em meio à volatilidade nos juros.

O que isso significa para o investidor

O resultado da BlackRock chega em meio a uma temporada de balanços nos Estados Unidos com expectativas elevadas: como já destacou a AAR News, Wall Street projeta alta de quase 30% no lucro agregado dos bancos no terceiro trimestre, patamar que torna mais difícil para as empresas surpreenderem positivamente o mercado. O desempenho da gestora reforça a tese de que o atual ciclo de valorização das bolsas americanas segue sustentando resultados corporativos robustos no setor financeiro.

Ao mesmo tempo, a cautela embutida na própria fala da gestora sobre juros e rendimentos de títulos dialoga com a reportagem da AAR News sobre os quatro anos de bull market nos EUA: o S&P 500 acumula alta de quase 120% desde a mínima de outubro de 2022, mas analistas já apontam sinais de fadiga no rali impulsionado pela inteligência artificial. Para quem investe no Brasil com exposição a ativos globais, o episódio reforça a importância de monitorar tanto a trajetória dos juros americanos quanto a concentração de ganhos em poucos setores, como tecnologia e IA.

Conforme o scanner da TradingView, o S&P 500 era cotado em 7.758,47 pontos às 11h32 (horário de Brasília) desta quarta-feira, com queda de 0,60% no dia — movimento que mostra que, mesmo após resultados corporativos fortes como o da BlackRock, o mercado segue sensível a oscilações de curto prazo. O investidor brasileiro com exposição internacional deve acompanhar os próximos balanços do setor financeiro americano e a sinalização do Federal Reserve sobre juros, fatores que devem seguir pautando o apetite por risco nas próximas semanas.

Agregado por AAR News · fonte: InfoMoney

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos