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Bitcoin volta a US$ 82,5 mil após Trump descartar ataque ao Irã antes das eleições

Moeda segue cerca de 4% abaixo da semana passada; ether perde 9% no período, segundo a CoinDesk

Bitcoin volta a US$ 82,5 mil após Trump descartar ataque ao Irã antes das eleições
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O bitcoin recuperou parte das perdas da semana e voltou à faixa de US$ 82.500 depois que o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não atacariam o Irã antes das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. Mesmo com a reação, o ativo segue cerca de 4% abaixo do nível registrado na sexta-feira anterior, de acordo com a CoinDesk.

A publicação de Trump na Truth Social, feita na quinta-feira, foi o gatilho direto da recuperação. Antes disso, o bitcoin havia caído a uma mínima próxima de US$ 80.300. No momento da reportagem da CoinDesk, o token era cotado a US$ 83.496,77. O ether, por sua vez, recuou 9% ao longo da semana, para cerca de US$ 2.500, sendo negociado a US$ 2.539,32.

Petróleo e bolsas também reagiram

O petróleo Brent recuou cerca de 1% no dia, para perto de US$ 103 o barril, movimento associado ao mesmo alívio geopolítico que impulsionou os criptoativos. Os futuros de ações dos Estados Unidos também subiram com a notícia: os futuros do índice Nasdaq 100 avançaram 0,83% desde a meia-noite, enquanto os futuros do S&P 500 somaram 0,44%, segundo a CoinDesk.

Tokens menores lideram, mas dano de quinta-feira persiste

Os tokens de menor capitalização puxaram a recuperação: o índice CoinDesk 80 subiu 2,2% desde a meia-noite UTC, ritmo mais de duas vezes superior ao avanço do CoinDesk 5. Ainda assim, o movimento não foi suficiente para reverter as perdas do dia anterior — o CoinDesk 100 permanecia 2,2% mais baixo em 24 horas, e os tokens de finanças descentralizadas (DeFi) recuavam quase 4%.

Os ETFs de bitcoin, ether e zcash listados nos Estados Unidos registraram saídas líquidas na quinta-feira, segundo a CoinDesk, deixando os fundos de XRP como os únicos produtos cripto a captar recursos no período.

A publicação do pesquisador da Ethereum Foundation Justin Drake pedindo um “modo bunker” — que, segundo a CoinDesk, alimentou o sentimento negativo junto com a liquidação de quinta-feira — recebeu contestação pública. O criptógrafo da Coinbase Yehuda Lindell classificou as preocupações como “FUD” (medo, incerteza e dúvida), afirmando não haver evidências de que as premissas de curva elíptica por trás do bitcoin e do ether tenham sido comprometidas.

Posicionamento em derivativos

O interesse em aberto de futuros de bitcoin recuou 1,9% em 24 horas, para US$ 27,1 bilhões, segundo dados da Coinalyze citados pela CoinDesk. O indicador mal se moveu desde a liquidação da tarde de quinta-feira, mesmo com o bitcoin se recuperando para perto de US$ 82.500 — um sinal, segundo a reportagem, de que o movimento de alta não veio acompanhado de nova alavancagem.

As taxas de financiamento seguem positivas, em cerca de 5% ao ano, com a taxa prevista ligeiramente mais alta, o que indica que posições compradas (long) continuam pagando para se manter abertas. Os futuros de 30 de outubro da Deribit são negociados com uma base anualizada de cerca de 7%.

As contas com posições compradas em bitcoin superam as vendidas (short) em quase duas vezes. A razão agregada entre posições long e short da Coinalyze está em 1,85, ou cerca de 65% long, ante um patamar próximo da paridade no início do mês.

Dados da CoinGlass mostram US$ 1,09 bilhão em liquidações nas últimas 24 horas, com posições compradas respondendo por US$ 931 milhões, cerca de 85% do total. O ether liderou as liquidações, com US$ 345 milhões, à frente do bitcoin, com US$ 266 milhões, e da solana, com US$ 65 milhões. A maior liquidação isolada foi uma posição de US$ 20 milhões em ETH-USD na corretora Hyperliquid.

Movimentos específicos de tokens

O token STRK, da rede Starknet, disparou 33% em 24 horas depois que o projeto anunciou estar avaliando ativamente deixar de operar sobre a Ethereum para se tornar uma blockchain de camada 1 independente, com meta de resistência quântica plena até 2027. O plano ainda não foi aprovado. O anúncio ocorre dias depois de a Abstract, rede de camada 2 ligada ao projeto Pudgy Penguins, se tornar a segunda rede desse tipo a encerrar operações em uma semana, segundo a CoinDesk.

O token KAIA, da camada 1 resultante da fusão entre o Klaytn, da Kakao, e o Finschia, da LINE, subiu 40% desde a meia-noite após ser listado na Upbit, a maior corretora da Coreia do Sul. Outras moedas de camada 1 acompanharam a alta: aptos (APT) subiu 12%, enquanto cosmos (ATOM) e polkadot (DOT) avançaram perto de 10% cada.

Os maiores ganhadores de quinta-feira devolveram mais do que os avanços registrados. O algorand (ALGO), que liderou o CoinDesk 100 na manhã de quinta-feira com alta de 9%, caiu 14% em 24 horas. O curve (CRV) recuou 13%, após ter subido 11% no dia anterior.

Dois tokens ligados a inteligência artificial ficaram de fora da recuperação depois que uma divulgação de receita da OpenAI pressionou as ações do setor. Na quinta-feira, a CNBC confirmou que a OpenAI informou a investidores uma receita anualizada de US$ 50 bilhões ao final de setembro, abaixo da cifra de US$ 68 bilhões amplamente divulgada no mês anterior — episódio que, segundo a CoinDesk, contribuiu para a maior queda em um único dia do índice Nasdaq Composite desde meados de agosto. Os tokens kite (KITE) e venice (VVV), ligados a pagamentos de agentes de IA, perderam cerca de 9% cada em 24 horas e seguiam levemente no negativo desde a meia-noite.

Já o PYTH, token da rede de oráculos Pyth Network, subiu 13% em 24 horas, um dos poucos ativos no verde tanto na janela de 24 horas quanto desde a meia-noite, segundo a CoinDesk.

O que isso significa para o investidor

O episódio reforça como o mercado de criptoativos permanece sensível a sinais de política externa dos Estados Unidos, com uma única declaração de Trump sobre o Irã revertendo parte de uma queda semanal expressiva. Para quem investe em cripto, isso significa que o risco geopolítico segue como variável de curto prazo tão relevante quanto fatores técnicos ou regulatórios — e que movimentos bruscos podem se formar e se desfazer em questão de horas.

O dado de que o interesse em aberto em futuros de bitcoin mal se moveu durante a recuperação é um ponto de atenção: segundo a leitura da própria CoinDesk, isso sugere que a alta não veio sustentada por nova alavancagem, o que pode indicar um movimento menos robusto do que a variação de preço sozinha sugeriria. Combinado ao predomínio de posições compradas (quase duas vezes mais que vendidas) e ao volume elevado de liquidações concentradas em posições long, o quadro aponta para um mercado ainda vulnerável a novas quedas bruscas caso o cenário externo se deteriore novamente.

A divergência entre tokens de camada 1 — como Starknet e Kaia, impulsionados por anúncios específicos — e o desempenho mais fraco de ativos ligados a temas de IA, pressionados pela revisão de receita da OpenAI, mostra que a seletividade por narrativa segue determinando boa parte dos retornos de curto prazo em altcoins. Investidores que acompanham esse segmento devem considerar que recuperações do mercado amplo nem sempre se traduzem em ganhos uniformes entre os ativos.

Para contextualizar o momento atual, cotações do TradingView colhidas em 11 de outubro de 2026 às 21h38 (horário de Brasília) mostravam o bitcoin a US$ 83.769,40, com alta de 0,09% no dia, e o ether a US$ 2.538,65, com alta de 0,17%, enquanto S&P 500 e Nasdaq operavam em alta de 0,59% e 0,64%, respectivamente — sinal de que a estabilização relatada pela CoinDesk se manteve nos dias seguintes. Levantamento da CoinDesk Research publicado também em outubro apontou aumento da liquidez de bitcoin e ether, com livros de ofertas mais profundos, ainda que tokens menores e o volume à vista de criptoativos como um todo continuassem em trajetória de queda — um contraste que reforça a necessidade de observar separadamente o comportamento das duas principais moedas e o das altcoins.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos