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Bitcoin volta a US$ 81 mil com rali de chips asiáticos; pepe sobe 9%

Criptomoedas acompanham disparada de ações de semicondutores na Ásia enquanto mercado aguarda decisão do Fed sobre juros, segundo a CoinDesk

Bitcoin volta a US$ 81 mil com rali de chips asiáticos; pepe sobe 9%
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O bitcoin recuperou o patamar de US$ 81 mil nesta semana, em movimento que acompanhou a forte alta das ações de semicondutores na Ásia. A criptomoeda havia caído abaixo de US$ 80 mil em um pregão anterior, mas avançou cerca de 0,8% desde a meia-noite UTC até chegar a US$ 81.400, de acordo com dados citados pela CoinDesk.

O ether também subiu, com ganho de 0,9%, e o índice CoinDesk Memecoin avançou 1,3%. Entre as memecoins, o destaque ficou por conta do pepe, que saltou 9,4% após a Arkham Intelligence identificar carteiras ligadas ao fundador da Tron, Justin Sun, com cerca de US$ 51 milhões do token — o que o tornaria o maior detentor fora de exchanges, segundo a plataforma de análise on-chain.

Rali asiático de chips contagia criptomoedas

O pano de fundo para o movimento no bitcoin foi a disparada das bolsas asiáticas ligadas a semicondutores. O índice Kospi, da Coreia do Sul, saltou 6,6%, impulsionado por uma alta de cerca de 11% nas ações da SK Hynix, depois de a empresa reportar um salto de sete vezes no lucro. Os futuros do Nasdaq-100 também subiram, com ganho de 0,5%, segundo a reportagem.

O mercado cripto operava, nesse contexto, de olho na decisão de juros do Federal Reserve, prevista para as 18h UTC. A ferramenta FedWatch, da CME, apontava cerca de 92% de probabilidade de manutenção da taxa. Os investidores também monitoravam a entrevista coletiva do presidente do Fed, citado pela CoinDesk como Kevin Wash, em busca de sinais sobre possíveis movimentos futuros de juros.

No mercado de ETFs, os fundos à vista de bitcoin nos Estados Unidos registraram captação líquida de US$ 176 milhões na terça-feira, segundo dados da Farside Investors — o segundo dia seguido de entradas. No mesmo período, Alphabet e Microsoft tinham divulgação de resultados após o fechamento do mercado, com as ações cotadas, respectivamente, a US$ 320,75 e US$ 527,72.

Posicionamento em derivativos

O volume de negociação em futuros de criptomoedas subiu 7,5% em 24 horas, para US$ 163,2 bilhões, enquanto o interesse em aberto (open interest) avançou apenas 1,3% — sinal de que o mercado operou mais volume sem acumular muita exposição alavancada nova. As liquidações saltaram 38%, somando US$ 183,6 milhões. O volume de ordens a mercado ficou dividido quase igualmente entre compradas (50,7%) e vendidas (49,3%).

No caso do bitcoin, o preço subiu 2,3% enquanto o interesse em aberto recuou 0,1%, indicando que o ganho não veio acompanhado de novas apostas alavancadas. O ether avançou 2,7%, com interesse em aberto subindo 1,7% — também abaixo da variação de preço. As taxas de financiamento seguiam positivas, mas moderadas: 0,0090% para o bitcoin e 0,0079% para o ether, próximas da referência de 0,01%, sem sinais de posicionamento excessivo. As duas moedas concentraram as maiores liquidações do mercado, de US$ 56,4 milhões e US$ 46,0 milhões, respectivamente — juntas, mais da metade do total liquidado.

O zcash chamou atenção pela entrada de capital: o interesse em aberto saltou 14%, ante alta de 6,3% no preço, o sinal mais claro de dinheiro novo entrando entre as moedas de maior capitalização monitoradas. Com financiamento em 0,0076%, o movimento não indicava sobreaquecimento, ainda que as liquidações no token tenham somado US$ 8,6 milhões, as maiores entre as altcoins.

No ouro, o comportamento foi misto: o interesse em aberto nos futuros de XAU caiu 10% mesmo com o preço subindo 1,4%, sugerindo saída de capital do contrato. Já o XAUT, token de ouro da Tether, teve interesse em aberto em alta de 11,6% sobre ganho de preço de 1,3%, mostrando fluxo na direção oposta.

No petróleo, os traders de derivativos mantinham viés mais pessimista: o interesse em aberto no contrato futuro de referência (CL) subiu 3,3% enquanto o preço recuou 0,7%, com volume 26% maior. O financiamento negativo de -0,0135% foi o mais negativo entre os principais contratos monitorados, indicando posições vendidas concentradas no mercado perpétuo.

O rali de semicondutores também apareceu nos dados de derivativos ligados a ações: o ETF alavancado SOXL subiu 12%, mas seu interesse em aberto avançou apenas 2%. A SK Hynix teve alta de 8,7% com aumento de 3,9% no interesse em aberto, e a SanDisk avançou 7,1% com queda de 1,8% no indicador — sinal de que o movimento de preços correu à frente da entrada de capital novo. O financiamento ficou levemente negativo para SOXL e SK Hynix, e próximo de zero para SanDisk.

O delta de volume cumulativo mostrou viés comprador predominante: a maioria das moedas registrou leitura positiva ajustada ao interesse em aberto nas últimas 24 horas, com XLM apresentando o valor mais positivo e XAUT, o mais negativo.

No mercado de opções da Deribit, o viés por puts (proteção contra queda) no bitcoin perdeu força: o chamado skew de uma semana caiu para menos de 1%, ante quase 10% registrados uma semana antes. Já os prazos de um, três e seis meses ainda mostravam viés pronunciado para puts. O contrato mais negociado nas últimas 24 horas foi a put de US$ 65.000 com vencimento em 30 de outubro; para o ether, o destaque foi a call de US$ 3.400 com vencimento em 29 de outubro.

Movimento nos tokens

Além do pepe, outras memecoins avançaram: floki subiu 3,4% e dogecoin, 1,9%. Já os tokens ligados a inteligência artificial não acompanharam o rali das ações de chips pelo segundo dia seguido — venice recuou 8,2%, grass caiu 3,3% e kite perdeu 2,4%, segundo a cobertura da CoinDesk.

Os tokens de finanças descentralizadas também ficaram para trás: o índice DeFi da CoinDesk (DFX) subiu apenas 0,6%, contra 0,9% do índice CoinDesk 80 — o menor ganho entre os índices da plataforma. O indicador de “Temporada das Altcoins”, da CoinMarketCap, avançou para 60 pontos em 100, de 57 na véspera.

O que isso significa para o investidor

O movimento reforça a correlação entre cripto e ativos de risco ligados à narrativa de inteligência artificial, especialmente via semicondutores — um canal que já havia aparecido em coberturas anteriores do AAR News sobre a volatilidade do bitcoin em torno de decisões do Fed e fluxo de ETFs. Pelo scanner da TradingView, em 28/10/2026 às 13h06 BRT, o bitcoin era cotado a US$ 80.440,49 (−0,42% no dia) e o ether a US$ 2.330,70 (−0,68%), números próximos aos citados na reportagem, o que indica que o rali ainda não se consolidou de forma ampla.

Os dados de derivativos sugerem cautela: o avanço de preços não veio acompanhado de aumento proporcional no interesse em aberto, nem no bitcoin nem no ether, e as taxas de financiamento permanecem próximas da neutralidade. Isso reduz o risco de uma correção abrupta por excesso de alavancagem, mas também indica que o mercado ainda não está plenamente convencido da continuidade do movimento.

Para quem acompanha o ciclo de memecoins, a concentração de pepe em poucas carteiras — segundo a Arkham Intelligence, ligadas a Justin Sun — é um fator de atenção, já que movimentos de grandes detentores tendem a ampliar a volatilidade desses ativos. Já o enfraquecimento do viés por puts de curto prazo nas opções de bitcoin, mesmo com os prazos mais longos ainda mostrando cautela, sugere que o mercado precifica menos risco imediato de queda, mas segue com reservas sobre o cenário de médio prazo — algo que deve ficar mais claro após a decisão do Fed e os resultados de Alphabet e Microsoft.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos