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Bitcoin volta a US$ 78 mil em recuperação em V após eleições nos EUA

Criptomoeda erodiu perdas que a levaram abaixo de US$ 76 mil conforme incerteza eleitoral se dissipava, aponta a CoinDesk

Bitcoin volta a US$ 78 mil em recuperação em V após eleições nos EUA
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O bitcoin passou por uma recuperação acentuada na madrugada de quarta-feira, revertendo uma queda que havia levado o ativo a menos de US$ 76 mil e retomando o patamar de US$ 78.300, alta de quase 1% no dia, segundo a CoinDesk. O movimento em formato de V acompanhou a divulgação de resultados mais claros das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que reduziram a incerteza política que vinha pressionando os ativos de risco.

A queda inicial foi atribuída a notícias de que os democratas estariam conquistando o controle das duas casas do Congresso, um resultado visto como desfavorável ao presidente Donald Trump, que adotou postura favorável ao setor cripto. À medida que o cenário eleitoral se definiu, no entanto, o ativo recuperou o terreno perdido.

Recuperação em V após a queda eleitoral

Dick Lo, fundador da TDX Strategies, disse à CoinDesk que o bitcoin caiu em reação à vitória democrata nas eleições de meio de mandato, mas se recuperou assim que um resultado mais definido eliminou parte da incerteza que pairava sobre o mercado. Segundo ele, um Congresso controlado pelos democratas costuma ser interpretado como menos favorável a uma legislação pró-cripto, mas um governo dividido reduz a probabilidade de mudanças regulatórias bruscas e desfavoráveis ao mercado.

Lo ponderou ainda que Trump poderá seguir atuando por meio de ordens executivas e usar seu poder de veto para conter iniciativas legislativas dos democratas, o que ajudaria a conter receios mais extremos entre investidores.

Nicolas Quatravaux, head para a região EMEA da Paradigm, rede de liquidez institucional para derivativos de cripto, fez observação semelhante à CoinDesk. Segundo ele, o resultado eleitoral em si não surpreendeu o mercado, já que a plataforma de apostas Polymarket vinha precificando por um tempo probabilidade superior a 75% de vitória democrata. Para Quatravaux, o movimento da madrugada teve menos relação com o resultado e mais com o fim da incerteza que cercava o pleito.

Opções e fluxo institucional

Quatravaux relatou à CoinDesk que o volume de negociações em bloco de opções de bitcoin no dia da eleição mais do que dobrou em relação ao dia anterior, com volume de compras de opções de compra — apostas em alta de preço — superando com folga o volume de vendas desse tipo de contrato. A CoinDesk explicou que uma opção de compra (call) é uma aposta de que o preço vai subir, enquanto uma opção de venda (put) aposta em queda, e que um bloco é uma negociação de grande porte fechada de forma privada, fora do mercado aberto.

Outro recorte citado pela reportagem mostrou que traders compraram US$ 230 milhões em opções de compra de bitcoin, apostando em uma recuperação após o resultado eleitoral. Perto da mínima de preço, outros investidores venderam opções para realizar lucro com apostas de proteção e com a volatilidade elevada do período.

Mercados de ações acompanham o movimento

O bitcoin não foi o único ativo a reverter perdas iniciais. Os futuros do Nasdaq também reduziram a queda, negociando a 28.200 pontos no momento da reportagem da CoinDesk, recuo de apenas 0,3% no dia após ter caído mais de 2% nas horas anteriores.

Martin Lee, head de insights da DWF Labs, disse à CoinDesk que, com os resultados confirmados, a incerteza se dissipou e deu aos participantes do mercado confiança para voltar a comprar. Segundo ele, o mesmo padrão de recuperação de preços foi observado em contratos referenciados ao S&P 500 e ao Nasdaq negociados na plataforma Hyperliquid.

Markus Thielen, fundador da 10x Research, projetou novos ganhos para o bitcoin. Ele citou o indicador estocástico diário, uma métrica de momentum que sinaliza quando um preço caiu rápido e intensamente demais, afirmando que, por esse indicador, o bitcoin estava sobrevendido e poderia subir rumo ao patamar de US$ 82 mil. Segundo Thielen, à CoinDesk, o bitcoin estaria se recuperando porque Trump sinalizou que respeitará o resultado eleitoral e porque o voto dos eleitores americanos contra a guerra abriu espaço para a retomada de negociações de paz, o que, combinado à condição de sobrevenda do ativo, sustentaria o movimento até os US$ 82 mil.

Alertas sobre ETFs e fluxo de capital

Vikram Subburaj, CEO da indiana Giottus, disse à CoinDesk que as próximas sessões de negociação serão mais reveladoras do que o salto inicial de preço. Para ele, se o bitcoin se mantiver acima de US$ 78 mil enquanto os resgates em ETFs continuarem, isso sugeriria que compradores fora dos fundos estão absorvendo essa oferta; e que, se os fluxos dos ETFs também se tornarem positivos, a recuperação ganharia uma fonte adicional de demanda. Segundo Subburaj, por ora a melhora é mensurável e as vendas via ETFs perderam força, mas compras líquidas sustentadas dariam uma base mais sólida ao movimento.

A reportagem cita dados da SoSoValue segundo os quais os ETFs spot listados nos Estados Unidos registraram US$ 515 milhões em saídas no mês passado, volume já igualado nos dois primeiros dias de negociação de novembro. Essas saídas, somadas a leituras negativas do indicador de prêmio da Coinbase, apontam para fragilidade na demanda, segundo a CoinDesk.

Lacie Zhang, líder de pesquisa da Bitget Wallet, avaliou, em análise citada pela CoinDesk, que os fluxos líquidos de capital precisam voltar a território positivo para que se construa uma recuperação sustentada no longo prazo. Segundo Zhang, a tendência mais ampla segue de consolidação abaixo de uma resistência-chave na faixa entre US$ 80 mil e US$ 82 mil; a velocidade da recuperação é construtiva, mas uma retomada mais duradoura exigiria que o bitcoin reconquistasse essa resistência com demanda à vista e fluxos institucionais favoráveis.

O que isso significa para o investidor

O episódio reforça como o bitcoin segue reagindo a eventos políticos de forma amplificada, tanto na queda quanto na recuperação. Para quem investe no Brasil e acompanha o ativo como termômetro de apetite ao risco global, o dado relevante não é apenas o nível de preço, mas a velocidade com que a incerteza — e não necessariamente o resultado em si — se dissipou do mercado, segundo as fontes ouvidas pela CoinDesk.

Vale destacar que cotações do TradingView às 06h19 (horário de Brasília) de 4 de novembro de 2026 mostravam o bitcoin em US$ 78.263,51, alta de 1,21% no dia, em linha com o nível mencionado pela CoinDesk, enquanto o S&P 500 operava a 7.568,92 pontos (+0,36%) e o Nasdaq a 25.372,01 pontos (+0,83%), sugerindo que a recuperação do criptoativo ocorreu em sintonia com o apetite ao risco mais amplo nos mercados acionários americanos.

A cobertura anterior do AAR News já havia registrado o bitcoin estabilizando perto de US$ 76.900 em meio a saídas de ETFs e resgates líquidos bilionários em exchanges como a Binance — contexto que ajuda a explicar por que analistas como Subburaj e Zhang condicionam a sustentabilidade da alta atual à reversão desses fluxos, e não apenas ao alívio político pontual.

Para o investidor, os pontos a monitorar nas próximas sessões são claros: se o bitcoin mantiver o patamar de US$ 78 mil mesmo com resgates em ETFs ainda em curso, se os fluxos desses fundos voltarem a ficar positivos e se o ativo conseguir romper a resistência entre US$ 80 mil e US$ 82 mil citada por Zhang. Até lá, a leitura mais prudente é tratar o movimento como alívio técnico diante da redução de incerteza eleitoral, e não como confirmação de uma nova tendência de alta consolidada.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos