Mercados · Criptomoedas

Bitcoin sobe e testa suporte de US$ 82 mil à espera do CPI americano

Queda nos rendimentos dos Treasuries dá fôlego à criptomoeda, mas saída de recursos de ETFs mantém investidores cautelosos

Ler na fonte → InfoMoney

O bitcoin registrou alta nesta terça-feira, 13, impulsionado pelo recuo nos rendimentos dos Treasuries americanos, embora a criptomoeda ainda enfrente dificuldade para ganhar tração consistente. O mercado está de olho na divulgação, nesta quarta-feira, do índice de preços ao consumidor (CPI) de setembro nos Estados Unidos, dado que deve sinalizar os próximos passos do Federal Reserve em relação aos juros, segundo reportagem do InfoMoney.

Por volta das 16h14 (horário de Brasília), o bitcoin operava em alta de 0,97%, cotado a US$ 83.114,53, enquanto o ethereum recuava 0,46%, a US$ 2.498,68, de acordo com dados da Binance citados pelo InfoMoney.

Suporte testado após recuo das máximas recentes

Chris Beauchamp, analista da IG, avalia que os ganhos do bitcoin seguem limitados após a queda expressiva registrada em relação à máxima de sete meses, de US$ 87.315, alcançada em 21 de setembro. Segundo ele, o preço chegou a cair abaixo da faixa de suporte entre US$ 82.814 e US$ 82.035 e depois voltou a essa região, mas sem que os compradores demonstrassem convicção firme na recuperação.

Beauchamp pondera que a recente queda nos rendimentos dos Treasuries diminui o custo de oportunidade de manter um ativo que não paga rendimentos, como o bitcoin, tornando-o relativamente mais atrativo. Ainda assim, o analista chama atenção para o fato de que os fluxos de fundos negociados em bolsa (ETFs) ligados a criptomoedas passaram a apresentar saldo negativo, um sinal de cautela entre investidores institucionais.

Petróleo e inflação como variáveis-chave

Pedro Fontes, analista do Mercado Bitcoin, destaca que, mesmo nesse cenário mais incerto, o bitcoin conseguiu recuperar o patamar de suporte de US$ 82 mil. Para ele, a confirmação do ativo acima desse nível ao longo da semana representaria um sinal relevante de força, ainda que o contexto geral continue pedindo cautela por parte dos investidores.

Fontes chama atenção para o papel do petróleo mais caro, que encarece combustível, transporte e produção de forma geral, dificultando potencialmente a trajetória de queda da inflação americana. Esse cenário poderia levar o Fed a manter os juros no patamar atual ou até elevá-los por um período mais longo do que o esperado pelo mercado. Juros mais altos tendem a tornar os títulos do Tesouro americano mais atrativos frente a ativos de maior risco, reduzindo o apetite dos investidores por criptomoedas.

O que esperar do CPI de amanhã

Segundo a análise de Fontes, um resultado do CPI abaixo das expectativas do mercado amanhã tende a aliviar os temores de novas altas de juros, o que poderia beneficiar o bitcoin. Por outro lado, caso a inflação venha acima do previsto, a pressão sobre a trajetória dos juros tende a se intensificar, e o suporte de US$ 82 mil poderia voltar a ser desafiado pelos investidores.

O que isso significa para o investidor

O movimento de hoje reforça um padrão já observado pelo AAR News em cobertura recente: analistas vêm apontando repetidamente a faixa de US$ 82 mil como nível-chave de suporte para o bitcoin, e o dado de inflação funciona como o próximo catalisador relevante para romper essa indefinição. Segundo o scanner TradingView, em 13/10/2026 às 17h44 (horário de Brasília), o bitcoin era cotado a US$ 83.207,56, com alta de 1,77% no dia, enquanto o ethereum operava a US$ 2.506,08, com valorização de 2,52% no mesmo período — números que confirmam a tentativa de recuperação mencionada pelos analistas.

Vale notar que esse movimento de alta ocorre em meio a saídas líquidas de recursos de fundos negociados em bolsa de bitcoin à vista, como já registrado pelo AAR News em cobertura anterior sobre perdas de US$ 681 milhões em ETFs na semana. Essa divergência entre preço em alta e fluxo institucional negativo é um sinal para o investidor acompanhar com atenção, já que pode indicar fragilidade na sustentação do movimento caso o cenário de juros se deteriore.

Para quem investe ou pretende investir em criptoativos, o dado de inflação desta quarta-feira funciona como um verdadeiro ponto de inflexão de curto prazo. Um resultado favorável pode consolidar o bitcoin acima de US$ 82 mil e abrir espaço para recuperação adicional; um resultado desfavorável tende a reacender pressão vendedora e testar novamente os suportes recentes. O investidor mais conservador deve monitorar tanto a reação dos rendimentos dos Treasuries quanto o comportamento dos fluxos de ETFs nos próximos dias, já que ambos têm se mostrado indicadores relevantes do apetite por risco no mercado cripto neste momento.

Agregado por AAR News · fonte: InfoMoney

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos