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Bitcoin se estabiliza perto de US$ 81.700 com recuperação de altcoins

Pepe dispara 13% e lidera avanço de tokens menores, enquanto mercado observa reunião do Fed e fluxo de ETFs de bitcoin, segundo a CoinDesk

Bitcoin se estabiliza perto de US$ 81.700 com recuperação de altcoins
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O bitcoin avançou 0,5% desde a meia-noite UTC desta sexta-feira, cotado perto de US$ 81.700, segundo dados da CoinDesk. O movimento marca uma recuperação frente à mínima de cerca de US$ 81.000 registrada mais cedo na sessão, em meio à estabilização das bolsas asiáticas após a queda das ações de tecnologia na quinta-feira.

As altcoins subiram em ritmo mais acelerado que o ativo de referência. O índice CoinDesk 80, que reúne tokens além do bitcoin, ganhou 1,4%, enquanto o indicador de memecoins avançou 2,9%. Dentro desse grupo, o destaque ficou com pepe, criptomoeda de temática de sapo baseada na Ethereum, que saltou 13%.

Recuperação após sell-off em tecnologia

A alta cripto segue a queda liderada por ações de tecnologia na quinta-feira, quando o índice Nasdaq Composite recuou 2,6%, seu pior desempenho desde junho, de acordo com a reportagem da CoinDesk. Nesta sexta-feira, os mercados asiáticos mostraram estabilização: o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 0,3%, o CSI 300 chinês avançou 1,7%, enquanto o Nikkei 225 do Japão recuou 0,25%.

Em outro trecho da matéria com dados específicos de preço, a CoinDesk registrou o ether em alta de 0,9%, cotado a US$ 2.490,55, e o bitcoin em US$ 84.459,46 no momento da checagem de preços do CoinDesk 80 (CD80), que subiu 0,7%, com o indicador de memecoins subindo 2,9%.

Olhares voltados ao Fed e aos ETFs

Segundo a CoinDesk, os investidores agora concentram atenção na reunião do Federal Reserve marcada para 27 e 28 de outubro. O petróleo Brent, próximo de US$ 113, mantém vivas as preocupações com inflação, fator que pode influenciar a leitura do mercado sobre os próximos passos da política monetária americana.

O fluxo de ETFs à vista de bitcoin nos Estados Unidos também está no radar: na quinta-feira, esses fundos registraram saída líquida de US$ 635 milhões, de acordo com dados da SoSoValue citados pela CoinDesk. O resgate ocorre depois de uma sequência de entradas superiores a US$ 1 bilhão nos três primeiros dias da semana.

Posicionamento em derivativos esfria, mas recompõe

O volume de negociação em futuros de cripto caiu 19% em 24 horas e as liquidações recuaram 23%, revertendo o salto observado no dia anterior, segundo a CoinDesk. O interesse em aberto (open interest), por sua vez, subiu 1% após ter caído na véspera — com o preço do bitcoin praticamente estável, isso indica que os investidores voltaram a abrir posições, e não apenas a encerrá-las. A relação entre volume tomador de posições compradas e vendidas ficou levemente inclinada para vendas, em 51,6% contra 48,4%.

O indicador de delta de volume cumulativo (CVD) ajustado ao interesse em aberto mostrou um quadro de reequilíbrio: na véspera, a maioria dos tokens terminou o dia em território negativo, com o pior caso próximo de -0,12%. Nesta sexta-feira, quase todos ficaram dentro de 0,05% de zero. A exceção foi o XAUT, token atrelado ao ouro, em torno de -0,25%.

Em bitcoin e ether, o interesse em aberto em futuros subiu cerca de 1% em ambos, com preços praticamente estáveis, sinal de reconstrução discreta de posições. As liquidações caíram de forma acentuada — cerca de dois terços no bitcoin e um terço no ether. A taxa de financiamento do bitcoin subiu para 0,0067%, ante 0,0041%, mostrando que posições compradas estão pagando um pouco mais para se manter. No ether, a taxa ficou estável.

Em BNB e SUI, a taxa de financiamento, que estava negativa na véspera (-0,0048% e -0,0036%, respectivamente, com DOGE estável), voltou a ficar positiva nesta sexta-feira para os três tokens, acompanhando a alta de preços — agora são as posições compradas que pagam para manter a posição.

Já em mZEC, SOL, XRP e DOGE, a CoinDesk apontou continuidade de um movimento de redução de risco: o interesse em aberto caiu mais do que a simples variação de preço explicaria, indicando fechamento efetivo de posições. O caso mais acentuado foi o do ZEC, com interesse em aberto recuando 8% diante de uma queda de preço de 1,5% — o segundo dia seguido de saídas pesadas, o que sugere fuga de capital.

Nos mercados de commodities via contratos perpétuos, o interesse em aberto em ouro, prata e petróleo bruto subiu pelo segundo dia consecutivo. Os preços de ouro e prata caíram, com financiamento positivo em ambos — ou seja, posições compradas pagam para manter a posição. Já o petróleo teve interesse em aberto em alta junto com ganho de preço de 1,4%, com financiamento negativo, o que indica que são as posições vendidas que pagam. O token XAUT se destacou negativamente, com o CVD ajustado ao interesse em aberto mais negativo entre todos os ativos monitorados, sinal de predomínio de vendas a mercado.

A CoinDesk também observou que o pico de financiamento do monero (XMR), o mais aquecido do mapa de calor de derivativos nas 24 horas anteriores, já arrefeceu para níveis normais, com o acúmulo de alavancagem anteriormente sinalizado perdendo força.

Opções: apostas de alta no bitcoin, de baixa no ether

No mercado de opções de bitcoin, o contrato mais negociado foi a call com vencimento em 27 de novembro e strike de US$ 98.000, seguido pela call de 25 de dezembro com strike de US$ 88.000. Das seis opções mais ativas, cinco são calls acima do preço de mercado, e a única put entre elas tem vencimento em 30 de outubro, com strike de US$ 76.000, segundo a CoinDesk.

No ether, o quadro se inverteu: as duas posições mais negociadas são puts, lideradas pelo contrato com vencimento em 26 de outubro e strike de US$ 2.200, com cerca de 9.000 contratos. A CoinDesk ressalva que os dados de volume não indicam se as operações foram de compra ou venda.

O indicador de skew put-call de 25 delta para uma semana mostra viés forte de baixa no ether, próximo de 13% — ou seja, as puts custam bem mais que as calls —, patamar que vem subindo desde o início de outubro. Já o mesmo indicador para o bitcoin caiu para cerca de 4%, ante um pico próximo de 14% em meados do mês, sugerindo que a preocupação com quedas no bitcoin diminuiu enquanto cresceu no ether, o que é compatível com a forte atividade em puts observada no token.

Giro de tokens: pepe dispara, DeFi reage

Pepe subiu 14% no índice CD100, segundo a CoinDesk, o maior avanço do token em um mês. O salto estende o ganho semanal da memecoin baseada em Ethereum para 23% e o mensal para 16%, um desempenho sem catalisador claro identificado pela reportagem. O volume de negociação de pepe em 24 horas somou cerca de US$ 353 milhões, 10% a mais que no mesmo horário do dia anterior.

Esse desempenho destoa do restante do setor de memecoins: floki, bonk e shiba inu subiram entre 3,3% e 4,9% no dia, mas seguem com quedas de até 16% no mês, de acordo com os dados citados pela CoinDesk.

Entre os tokens de camada 1, polkadot e cosmos subiram mais de 5% cada, elevando o ganho semanal de ambos para acima de 6%. Ainda assim, polkadot segue com queda de 2,5% em outubro, enquanto cosmos acumula alta de 3,6% no mês.

Os tokens de finanças descentralizadas também reagiram após liderarem as perdas de quinta-feira: uniswap subiu 3,5%, para cerca de US$ 7,25, e ethena avançou 2,0%, para cerca de 20 centavos de dólar.

Entre os piores desempenhos mensais do CD100, doublezero subiu 2,5% e monad avançou 4,3%, mas ambos seguem com quedas de 49% e 31% no mês, respectivamente, segundo a CoinDesk.

O indicador “Altcoin Season”, da CoinMarketCap, está em 58 de 100 pontos, subindo da mínima de 54/100 registrada na segunda-feira, à medida que o sentimento positivo segue impactando o setor de altcoins enquanto o bitcoin opera em faixa estreita de preço, aponta a reportagem.

O que isso significa para o investidor

O quadro descrito pela CoinDesk mostra um mercado em fase de reacomodação, não de reversão de tendência clara. A queda no volume de liquidações e futuros, somada à recomposição gradual de interesse em aberto, sugere que o apetite por risco voltou de forma seletiva, concentrado em altcoins e memecoins, enquanto o bitcoin permanece relativamente estável. Vale notar que, segundo cobertura anterior do AAR News, a dominância do bitcoin havia chegado a 60% em 22 de outubro, o maior nível desde maio — o movimento desta sexta-feira, com altcoins subindo mais que o bitcoin, pode indicar um início de reversão dessa concentração, algo que exige acompanhamento nos próximos dias.

A divergência entre as opções de bitcoin, concentradas em calls acima do mercado, e as de ether, dominadas por puts de curto prazo, é um sinal relevante para quem monitora sentimento de mercado: operadores parecem mais confiantes na trajetória de preço do bitcoin no curto prazo do que na do ether. Para investidores expostos a ambos os ativos, isso pode justificar atenção redobrada à volatilidade implícita do ether nas próximas semanas.

Os fluxos de ETFs de bitcoin à vista nos EUA seguem como termômetro de curto prazo: a saída de US$ 635 milhões na quinta-feira, após entradas superiores a US$ 1 bilhão no início da semana, mostra como o capital institucional ainda reage com rapidez a oscilações de mercado. Somado à proximidade da decisão do Fed em 27 e 28 de outubro, esse é um ponto de atenção natural para quem acompanha o ativo digital como parte de carteira diversificada.

Segundo o scanner da TradingView, em 25 de outubro de 2026 às 10h44 (horário de Brasília), o bitcoin era cotado a US$ 80.286,85, com queda de 0,61% no dia, e o ether a US$ 2.332,75, recuo de 0,99% — níveis que confirmam a trajetória de estabilização relatada pela CoinDesk, ainda que em patamar levemente inferior ao citado na matéria original. O ouro, por sua vez, era negociado a US$ 3.995,54 (-0,71%) e o Nasdaq operava a 25.955,34 pontos (-0,21%), reforçando que a cautela em ativos de risco tradicionais ainda não se dissipou completamente.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos