O bitcoin negociava próximo de US$ 83.450 na manhã europeia desta quarta-feira, após tocar brevemente US$ 84.000 às 08h00 UTC, de acordo com a CoinDesk. O ativo havia saído de uma mínima de US$ 80.970 registrada na terça-feira, mostrando recuperação parcial em meio à cautela generalizada que antecede a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos.
Enquanto o bitcoin se sustentava, as altcoins tiveram desempenho inferior: o índice CoinDesk 80 caiu 0,6% desde a meia-noite UTC, ao passo que o CoinDesk 20 avançou 0,2%. Segundo a reportagem, cerca de dois terços dos ativos que compõem o CoinDesk 100 fecharam em queda. O Altcoin Season Index, calculado pela CoinMarketCap, recuou para 55, ante 60 na semana anterior.
Parte da pressão havia diminuído durante a noite depois que o presidente do Fed de Nova York, John Williams, declarou não ver necessidade de novas altas de juros em 2027, embora tenha deixado em aberto a possibilidade de mais um aumento ainda neste ano, segundo a CoinDesk.
A declaração de Williams reforça a expectativa em torno do CPI americano, a última leitura de inflação antes da decisão do Federal Reserve marcada para 28 de outubro. Segundo economistas consultados pela Dow Jones e citados pela CNBC, a inflação anual deve ter acelerado para 3,6%, ante 3,4% no mês anterior. A AAA apontou que o preço médio da gasolina está em US$ 4,34 o galão, contra US$ 3,08 um ano atrás.
Os futuros do índice S&P 500 subiam 0,2%, enquanto o petróleo Brent se mantinha perto de US$ 106 o barril, segundo os dados reportados pela CoinDesk.
Derivativos mostram mercado menos alavancado
O volume de futuros de criptomoedas em 24 horas caiu 26%, para US$ 156,79 bilhões, segundo a CoinDesk. O open interest (OI) acumulado recuou para US$ 140 bilhões, queda de 2,27%, enquanto as liquidações despencaram mais de 80%, para US$ 136,32 milhões. A reportagem associa a redução nas liquidações forçadas a um mercado mais calmo e menos alavancado.
Ainda assim, a relação entre volume de vendas e compras feitas por tomadores (long-short taker volume ratio) permanece inclinada para o lado vendedor, com posições vendidas respondendo por 52% do fluxo, segundo os dados citados.
Os traders de bitcoin e ether estão reduzindo risco: o OI nas duas maiores criptomoedas caiu 3,5% e 2,7%, respectivamente, acompanhado de variação de preço estável a negativa em 24 horas. Segundo a CoinDesk, a queda no valor em dólares do OI indica que posições estão sendo encerradas, e não apenas desvalorizadas — ou seja, há saída efetiva de capital, padrão típico da cautela que antecede divulgações econômicas relevantes.
O token ZEC (Zcash) é o único ativo relevante a mostrar entrada de capital novo: o OI subiu mais de 4%, acompanhado de alta de 1% no preço à vista. Segundo a reportagem, como o OI é medido em dólares, o ganho mais rápido sugere abertura de novos contratos da ordem de 3%, configurando entrada líquida de capital além do movimento de preço. O delta de volume cumulativo (CVD) ajustado ao OI em 24 horas está positivo para o token, e as taxas de financiamento perpétuo anualizadas estão perto de 10%, indicando compradores agressivos dispostos a pagar para manter posições. O token CC, da Canton Network, apresenta configuração semelhante, segundo a CoinDesk.
A matéria aponta ainda rotação de alavancagem em direção a altcoins: nos últimos 30 dias, o OI em bitcoin e outras grandes criptomoedas caiu, enquanto o de tokens como NEAR e Wormhole subiu de forma significativa — movimento que, segundo a CoinDesk, reflete capital especulativo em busca de maior beta.
Quanto ao CVD, BTC e TRX lideram a pressão de compra nas últimas 24 horas, enquanto UNI, SUI e NEAR registram os valores mais negativos entre os principais ativos. A CoinDesk destaca o caso de NEAR, em que o OI crescente combinado a vendas líquidas pesadas sugere acúmulo de posicionamento potencialmente baixista.
A volatilidade implícita do bitcoin também subiu: o índice BVIV, que mede a volatilidade implícita de 30 dias, saltou para 40%, patamar superior às médias de 50 e 100 dias. Segundo a reportagem, picos de volatilidade implícita costumam acompanhar episódios de aversão a risco. O índice equivalente para o ether subiu discretamente.
No mercado de opções, operadores negociam proteção contra quedas no bitcoin: o ranking de opções de 24 horas mostra puts nos strikes de US$ 60.000, US$ 78.000 e US$ 75.000 entre os mais negociados. Para o ether, lideram calls nos strikes de US$ 3.400 e US$ 2.600, além de um put no strike de US$ 2.300, segundo a CoinDesk.
Movimentos individuais de tokens
O token Optimism (OP) recuou 4,2% desde a meia-noite após atingir na terça-feira seu patamar mais alto desde meados de maio. Segundo a CoinDesk, a alta anterior seguiu a conclusão da migração da Unichain, da Uniswap, para a rede de testes da OP Enterprise em 13 de outubro, com a migração para a mainnet prevista para 29 de outubro. Pelo acordo, a Optimism passará a operar a infraestrutura de produção da Unichain, incluindo seu sequenciador.
O setor de DeFi foi o mais fraco do dia, com o índice CoinDesk DeFi (DFX) caindo 1,8% desde a meia-noite. Entre os destaques negativos, o token de staking líquido lido (LDO) perdeu 2,9%, jito (JTO) recuou 2,8% e uniswap (UNI) caiu 2,5%, segundo os dados da CoinDesk.
Parte dos maiores ganhadores da semana passada lideraram as quedas do dia: starknet (STRK) caiu 4,5% desde a meia-noite, kaia (KAIA) recuou 3,8% e celestia (TIA) perdeu 3,7% — este último após ter alcançado no sábado sua maior cotação de 2026, em torno de US$ 0,63.
Entre os destaques positivos, o token de pagamentos para agentes de inteligência artificial kite (KITE) liderou os ganhos com alta de 5,3%, seguido pelo token de oráculo pyth (PYTH), com avanço de 4,5%, e pela plataforma de IA voltada à privacidade venice (VVV), que subiu 2,4%. O zcash (ZEC) acumulou alta de 1,7% no período, segundo a CoinDesk.
O que isso significa para o investidor
O quadro descrito pela CoinDesk reforça um padrão já observado pelo AAR News em coberturas recentes: o bitcoin segue em recuperação distante de suas máximas, enquanto altcoins oscilam com mais intensidade em volume relativamente fraco. Em 12 de outubro, o AAR já havia registrado saída de US$ 681 milhões em ETFs de bitcoin à vista na mesma semana em que o CoinDesk 80 chegou a subir cerca de 3% — evidência de que o mercado de criptoativos continua descolado de fluxos institucionais tradicionais e mais sujeito a movimentos especulativos de curto prazo.
A queda no open interest de bitcoin e ether, somada à redução de 80% nas liquidações, indica desalavancagem defensiva às vésperas do CPI americano — um comportamento coerente com a cautela que historicamente precede decisões de política monetária do Fed, cuja próxima reunião está marcada para 28 de outubro. Para o investidor, isso sugere que movimentos bruscos de preço podem ocorrer logo após a divulgação do dado de inflação, já que boa parte do mercado está posicionado de forma defensiva e pode reagir com força em qualquer direção.
A cotação do TradingView, de 14 de outubro às 11h32 BRT, mostra o bitcoin em US$ 81.953,49, com queda de 1,34% no dia, e o ether em US$ 2.425,66, com recuo de 2,78% — níveis abaixo dos US$ 83.450 mencionados na matéria original, o que reforça a leitura de um mercado ainda sensível e propenso a reversões rápidas. O S&P 500, a US$ 7.758,47 no mesmo horário, também recuava 0,60%, sinalizando que a cautela não se restringe a criptoativos.
Vale observar o comportamento diferenciado de tokens como ZEC e CC, que atraíram capital novo mesmo em um contexto de aversão a risco generalizada — um sinal que investidores com apetite para ativos de maior volatilidade podem monitorar, sempre considerando que funding rates elevados também implicam custo crescente para manter posições compradas.
Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk
Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos
