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Bitcoin recupera perdas e volta a quase US$ 82 mil com iene em recuo

Ouro e bolsas asiáticas também amenizaram quedas, mas petróleo perto de US$ 100 mantém risco inflacionário no radar, segundo a CoinDesk

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O bitcoin reduziu as perdas da madrugada e recuperou terreno até perto de US$ 82 mil durante o pregão asiático desta sexta-feira, acompanhando um movimento de alívio em ouro, bolsas da Ásia e futuros do Nasdaq, depois que o iene devolveu os ganhos obtidos mais cedo na sessão, segundo reportagem da CoinDesk.

O episódio chama atenção porque conecta quatro frentes do mercado global ao mesmo tempo — câmbio, juros no Japão, commodities e ativos de risco —, num momento em que o apetite por bitcoin via fundos negociados em bolsa já dá sinais de fraqueza.

Bitcoin testa média móvel em meio a liquidações

De acordo com dados da CoinDesk, o bitcoin chegou a cair abaixo de US$ 81 mil durante a noite antes de se recuperar para perto de US$ 82 mil. No momento da apuração da reportagem, a criptomoeda era cotada em US$ 84.459,46 e testava sua média móvel simples de 50 dias, indicador acompanhado de perto para avaliar o momentum de curto prazo do mercado.

Outras criptomoedas seguiram movimento parecido, com destaque para ether, cotado a US$ 2.490,55, além de XRP, solana e dogecoin — este último negociado a US$ 0,08295.

A CoinDesk aponta que US$ 435 milhões em posições de futuros de criptomoedas foram liquidados nas últimas 24 horas, sendo US$ 385 milhões referentes a apostas compradas (longs). O volume elevado de liquidações no lado comprado indica que a alavancagem no mercado estava concentrada em apostas de alta antes da correção.

Ouro recua e volta a subir, iene perde força rapidamente

O ouro, tradicional ativo de proteção, chegou a cair para uma mínima de US$ 3.986 por onça — patamar não visto desde 29 de julho — antes de se recuperar para US$ 4.020 por onça, segundo a reportagem.

Os principais índices de ações da Ásia, incluindo o Nikkei do Japão e o Kospi da Coreia do Sul, também se recuperaram das mínimas da sessão. Os futuros do Nasdaq subiram 0,17%, para 29.190 pontos, ante 29.022 pontos registrados mais cedo no dia.

O tom de aversão a risco havia se intensificado no início do pregão asiático, quando o iene avançou para 156,07 por dólar, seu nível mais forte desde 18 de setembro. Dados de inflação no Japão vieram acima do esperado, reforçando expectativas de novas altas de juros pelo Banco do Japão e alimentando uma busca por proteção em meio a temores ligados ao setor de inteligência artificial, segundo a CoinDesk.

Movimentos do iene costumam se espalhar pelos mercados globais porque a moeda japonesa é historicamente usada para financiar operações de carry trade voltadas a ativos de risco.

Os ganhos do iene, no entanto, se mostraram passageiros: a moeda voltou rapidamente a recuar, para perto de 157 por dólar.

Petróleo perto de US$ 100 mantém pressão inflacionária

A continuidade desse alívio no apetite por risco pode depender do comportamento do petróleo. Os futuros do WTI negociavam perto de US$ 100 mesmo depois de o presidente americano Donald Trump invocar uma lei da era da Guerra Fria voltada a impulsionar a produção de combustíveis — medida que, até agora, não surtiu efeito significativo sobre os preços, segundo a reportagem.

Uma alta sustentada do petróleo tem potencial para alimentar a inflação global e pesar sobre ativos de risco. Some-se a isso a ausência de uma demanda consistente por ETFs de bitcoin à vista, condição apontada pela CoinDesk como necessária para sustentar uma alta mais forte de preço. Na quinta-feira, esses fundos listados nos Estados Unidos registraram saída líquida de US$ 381 milhões, de acordo com dados preliminares da SoSoValue citados na reportagem.

O que isso significa para o investidor

O quadro descrito pela CoinDesk reforça que o mercado de cripto segue reagindo a variáveis macro que estão fora do seu controle direto — política monetária japonesa, preço do petróleo e fluxo de ETFs —, mais do que a fundamentos próprios do setor. Para quem investe no Brasil, isso significa acompanhar de perto sinais vindos do Banco do Japão e da trajetória do petróleo antes de interpretar qualquer recuperação do bitcoin como mudança de tendência.

O contexto recente mostra um mercado sem direção clara: segundo cobertura anterior do AAR News, a dominância do bitcoin chegou a 60% em 22/10/2026, o maior nível desde maio, em meio a fluxos instáveis de ETFs e espera por um novo catalisador — exatamente o tipo de sinal que ajuda a explicar por que a saída de US$ 381 milhões dos fundos à vista, mencionada pela CoinDesk, pesa tanto sobre o apetite por risco agora.

Também vale notar a divergência entre analistas sobre o rumo do ativo até o fim do ano: enquanto a Bitwise aposta em retomada acima de US$ 100 mil, a LO:TECH projeta uma faixa mais estreita, com juros e inflação pressionando o mercado, conforme reportado pelo AAR News em 18/10/2026. O cenário de petróleo perto de US$ 100, descrito pela CoinDesk, é justamente um dos fatores inflacionários que sustentam a visão mais cautelosa.

Segundo o scanner da TradingView, em 24/10/2026 às 10h21 (BRT), o bitcoin era cotado a US$ 80.653,93, com queda de 0,53% no dia, enquanto o ouro operava a US$ 3.995,54 (−0,71%) e o Nasdaq a 25.955,34 pontos (−0,21%) — níveis que mostram o mercado ainda buscando equilíbrio depois da volatilidade registrada na sessão asiática relatada pela CoinDesk. Para o investidor, o recado é de cautela: monitorar fluxos de ETFs, decisões do Banco do Japão e a trajetória do petróleo segue sendo mais relevante, no curto prazo, do que apostar em um rompimento definitivo de preço.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos