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BBAS3 sobe após tombo de quase 30%, mas analistas seguem cautelosos

Ação do Banco do Brasil se recupera parcialmente nesta terça, mas maioria das casas de análise mantém recomendação neutra ou de venda

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As ações do Banco do Brasil (BBAS3) operavam em alta nesta terça-feira (27), em movimento de recuperação parcial depois do forte recuo registrado na véspera. Às 11h11 (horário de Brasília), os papéis subiam 2,06%, cotados a R$ 17,83, segundo o InfoMoney, após terem avançado mais de 3% nas primeiras negociações do dia.

Na segunda-feira, BBAS3 havia desabado 29,33%, encerrando a sessão em R$ 17,47 — a menor cotação desde maio de 2023. O recuo ocorreu em um pregão particularmente negativo para o setor financeiro como um todo.

Reeleição de Lula provocou reprecificação ampla no mercado

O tombo das ações do banco estatal acompanhou a derrocada de 13,88% do Ibovespa, a maior desvalorização do índice desde 2020, que levou ao acionamento de circuit breaker na bolsa paulista. O movimento refletiu uma forte reprecificação dos ativos brasileiros depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu a disputa pela reeleição no domingo. Parte dos investidores vinha apostando na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, cenário que, segundo o InfoMoney, alimentava expectativas de um governo mais alinhado ao mercado e de melhora no quadro fiscal.

Recomendações majoritariamente neutras ou negativas

Mesmo com a alta desta terça, o mercado segue reticente em relação à tese de investimento em BBAS3. Uma compilação da Reuters com casas de análise, citada pelo InfoMoney, mostra que seis delas recomendam manutenção dos papéis, três recomendam venda e apenas duas recomendam compra.

Nesta terça, o Citi revisou suas recomendações para o setor financeiro brasileiro levando em conta um cenário de juros elevados por período mais prolongado. O banco rebaixou a recomendação de BBAS3 para venda e reduziu o preço-alvo das ações de R$ 22,40 para R$ 15, mantendo preferência por Itaú (ITUB4) dentro do setor.

Em nota citada pelo InfoMoney, os analistas do Citi afirmam que, embora as avaliações das empresas já tenham se ajustado em boa parte, a incerteza fiscal somada a juros mais altos justifica prêmios de risco maiores, favorecendo companhias com resultados mais resilientes, geração de caixa robusta e menor exposição a ativos de prazo mais longo.

Expectativa para o balanço do terceiro trimestre

O mercado também volta as atenções para a divulgação dos resultados do Banco do Brasil referentes ao terceiro trimestre, marcada para 11 de novembro. A instituição é vista com cautela redobrada nesta temporada de balanços.

O Bradesco BBI projeta lucro líquido de R$ 1,8 bilhão para o período, patamar mais de 50% inferior ao do trimestre anterior e abaixo do que o mercado vinha esperando. Segundo a casa, a deterioração resulta principalmente da necessidade de reforçar provisões para cobrir perdas com operações de crédito, num quadro em que a carteira do banco deve permanecer praticamente estável. O InfoMoney destaca ainda que outras instituições, como Itaú e Bradesco, vêm sendo tratadas como opções mais seguras dentro do setor bancário após o resultado eleitoral.

O que isso significa para o investidor

A alta de BBAS3 nesta terça-feira precisa ser lida como ajuste técnico dentro de um movimento muito mais amplo de reprecificação do mercado brasileiro após a definição eleitoral, e não como mudança de avaliação sobre os fundamentos do banco. O predomínio de recomendações neutras ou de venda entre as casas consultadas pela Reuters, somado ao corte de preço-alvo do Citi, indica que o mercado segue vendo risco elevado na tese, especialmente diante da perspectiva de juros altos por mais tempo.

Às 17h07 de 27/10/2026, segundo dados do TradingView, BBAS3 era cotada a R$ 17,47, estável no dia, enquanto ITUB4 recuava 1,25%, a R$ 41,18, e o Ibovespa caía 0,42%, a 175.870 pontos — números que sustentam a leitura de que o mercado segue tratando bancos privados como alternativa mais defensiva dentro do setor financeiro, conforme já apontado em cobertura anterior do AAR News.

Para quem tem exposição a BBAS3, o calendário de 11 de novembro se torna o próximo catalisador relevante: a projeção de queda expressiva no lucro, puxada pelo aumento de provisões, pode testar a reação do mercado e confirmar — ou não — a cautela já precificada pelos analistas. Até lá, a volatilidade recente do Ibovespa e a disputa entre bancos estatais e privados pela preferência dos investidores devem continuar no radar de quem monitora o setor financeiro brasileiro.

Agregado por AAR News · fonte: InfoMoney

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos