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Após hack de US$ 6,3 bi na Binance, Wall Street vê oportunidade de compra em cripto

Cantor Fitzgerald, TD Cowen e Compass Point avaliam que o ataque à maior exchange do mundo não deve interromper a recuperação do setor, segundo a CoinDesk

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Um ataque que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões em ativos da Binance, ocorrido na noite de quinta-feira pelo horário americano, derrubou o humor do mercado cripto, mas não convenceu analistas de três grandes casas de Wall Street de que o episódio terá efeitos duradouros, segundo reportagem da CoinDesk.

Em relatórios publicados na sexta-feira, Cantor Fitzgerald, TD Cowen e Compass Point convergiram para a mesma leitura: o roubo é um golpe sério para a maior exchange de criptomoedas do planeta, mas até agora não há indícios de que represente uma ameaça ao mercado cripto como um todo, conforme a CoinDesk.

Resposta rápida do setor e congelamento de fundos

O analista da Cantor, Ramsey El-Assal, apontou que a velocidade da reação da indústria pode até funcionar como um ponto positivo em meio ao episódio, de acordo com a publicação.

Segundo a CoinDesk, a Tether congelou mais de US$ 1,5 bilhão em ativos roubados, a Circle bloqueou outros US$ 800 milhões e a Ripple reteve cerca de US$ 200 milhões. No total, a Binance afirma que cerca de US$ 3 bilhões dos recursos furtados já foram congelados — o que, destaca a reportagem, não significa que o dinheiro tenha sido recuperado.

El-Assal escreveu que, embora ataques de grande repercussão tenham se tornado recorrentes no setor cripto, o ecossistema vem se adaptando de forma consistente, segundo trecho citado pela CoinDesk.

Queda nas ações e aposta na recuperação

O analista da Cantor espera que ações ligadas a cripto, entre elas Coinbase, Robinhood e Strategy, se recuperem assim que o pânico inicial arrefecer, conforme a CoinDesk. Na sexta-feira, os papéis da Coinbase e da Strategy caíram 12%, enquanto a Robinhood recuou cerca de 9%, movimento que a reportagem associa ao sentimento geral do mercado.

"Seríamos compradores na fraqueza", disse El-Assal, segundo a CoinDesk.

Falha de segurança, não do bitcoin, diz TD Cowen

Lance Vitanza, da TD Cowen, fez argumento semelhante, defendendo que o hack expôs fragilidades na segurança da Binance, e não na tecnologia por trás do bitcoin ou de outras criptomoedas, de acordo com a reportagem.

Vitanza comparou o episódio ao roubo em um banco, que não faz as pessoas deixarem de usar dólares, e ao furto de um carro, que não invalida o automóvel, segundo trecho reproduzido pela CoinDesk.

A distinção importa porque, conforme a reportagem, o ataque parece ter mirado a infraestrutura de assinatura de transações da Binance, e não a rede Bitcoin propriamente dita. Para Vitanza, a queda nos preços pode representar uma oportunidade para investidores aumentarem posições em bitcoin e em ações de empresas que mantêm a criptomoeda em seus balanços, segundo a CoinDesk.

Compass Point: Binance teria caixa suficiente

Os analistas Ed Engel e Michael Donovan, da Compass Point, avaliaram que a Binance provavelmente tem condições de ressarcir integralmente os clientes afetados. Eles citaram reservas reportadas pela exchange de US$ 1,2 bilhão em excedente de USDT, cerca de US$ 1,2 bilhão em reservas de bitcoin e mais de US$ 1,5 bilhão em ativos de tesouraria em USDC, segundo a CoinDesk.

"Acreditamos que a Binance tem liquidez mais do que suficiente para cobrir o rombo", escreveram, conforme trecho citado pela reportagem.

Ainda assim, a reportagem destaca que o desfecho não deve ser indolor. A Compass Point espera pressão sobre a oferta de stablecoins à medida que a Binance reembolsa clientes, além de possível aumento de saques em plataformas de empréstimo descentralizado quando os mercados reabrirem.

Rivais podem ganhar espaço

Segundo a CoinDesk, o episódio pode direcionar negócios para concorrentes da Binance, como Coinbase e Bullish — esta última controladora da própria CoinDesk — além de exchanges descentralizadas como a Hyperliquid, nas quais os usuários negociam sem transferir a custódia de seus ativos à plataforma.

A Compass Point está monitorando a faixa entre US$ 75.000 e US$ 77.000 para o bitcoin, segundo a reportagem; uma quebra abaixo desses patamares poderia colocar em risco a recuperação recente do ativo.

El-Assal resumiu o momento classificando o episódio como doloroso, mas afirmando que o cenário atual não é comparável ao colapso de 2022, de acordo com a CoinDesk.

O que isso significa para o investidor

O episódio reforça um padrão já observado em ciclos anteriores de cripto: choques de segurança em exchanges centralizadas tendem a gerar volatilidade de curto prazo sem necessariamente comprometer a tese estrutural de ativos como o bitcoin, especialmente quando a falha é identificada como operacional e não tecnológica, como argumentam os analistas citados pela CoinDesk. Para quem acompanha o mercado brasileiro, o episódio chega em um momento de atenção redobrada a riscos de crédito e alavancagem em Wall Street — a própria AAR News já havia destacado a desaceleração da dívida de margem informada pelo BofA e as turbulências recentes em balanços de tecnologia que pressionaram os futuros da Nasdaq.

Pelo scanner da TradingView, o bitcoin era cotado a US$ 77.496,48 em 30 de outubro de 2026, às 12h57 (horário de Brasília), com queda de 0,51% no dia — patamar que já se aproxima da faixa entre US$ 75.000 e US$ 77.000 apontada pela Compass Point como zona crítica para a continuidade da recuperação do ativo.

Para investidores expostos a ações ligadas a cripto, como Coinbase, Strategy e Robinhood, o episódio evidencia a diferença entre risco de contraparte em uma exchange específica e risco sistêmico do setor. A migração potencial de volume para concorrentes e para plataformas descentralizadas é um fator a acompanhar nas próximas semanas, assim como o comportamento da oferta de stablecoins e dos saques em protocolos de empréstimo, pontos sinalizados pela Compass Point que podem antecipar sinais de estresse adicional antes que se materializem em preços.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos