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a16z rebatiza braço cripto e amplia foco para IA e tecnologias emergentes

Fundo passa a se chamar a16z Frontier e seguirá investidor relevante em cripto, mas vai mirar também máquinas autônomas e redes de agentes de IA, diz Chris Dixon

Ler na fonte → CoinDesk

A Andreessen Horowitz, uma das gestoras de venture capital mais influentes do setor cripto, decidiu retirar a palavra 'crypto' do nome do seu fundo dedicado ao segmento. Segundo o CoinDesk, o braço antes chamado a16z Crypto passa a se chamar a16z Frontier, movimento que amplia o escopo de investimentos da firma para inteligência artificial e outras tecnologias emergentes.

A mudança coloca a gestora de Silicon Valley na lista de grandes investidores que ajudaram a moldar o setor cripto e agora buscam diversificar suas apostas para além dos ativos digitais.

O que muda no fundo

De acordo com o general partner Chris Dixon, em post publicado em um blog na quinta-feira, o novo fundo vai mirar startups que desenvolvem tecnologias e mercados que podem levar anos para amadurecer. Isso não significa abandono do setor cripto: a firma continuará apoiando empresas do segmento e defendendo regulação favorável para criptoativos, segundo Dixon.

"This is an expansion: we will continue to invest in crypto and related ventures and advocate for sensible crypto regulation", escreveu Dixon, segundo o material.

A a16z teve papel relevante na formação do setor cripto. A gestora foi investidora early-stage da Coinbase e apoiou projetos blockchain de peso, como Solana (SOL) e a exchange descentralizada Uniswap (UNI), além de ter direcionado bilhões de dólares a startups cripto e se tornado uma voz importante nos debates regulatórios dos Estados Unidos.

Um movimento que não é isolado

A decisão da a16z se soma a uma tendência mais ampla entre gestoras de venture capital que construíram reputação no mercado cripto e agora olham para além dos ativos digitais, segundo o CoinDesk. A Paradigm levantou US$ 1,2 bilhão em julho para investir em IA, robótica e outras tecnologias. A Framework Ventures captou US$ 400 milhões em junho para expandir atuação em IA, energia, fintech e tokenização. Já a Haun Ventures ampliou o foco para IA e serviços financeiros com uma captação de US$ 1 bilhão em maio.

Máquinas autônomas e redes de agentes de IA

Segundo a matéria, a a16z Frontier vai explorar produtos baseados em IA, máquinas autônomas e redes que conectam pessoas e agentes de inteligência artificial. Dixon enxerga um papel para as blockchains nessas redes, viabilizando pagamentos e transações entre máquinas.

Dixon argumentou que, à medida que a tecnologia blockchain se espalha pelo mercado financeiro tradicional, a distinção entre empresas cripto e outras companhias perde relevância. "Wall Street and fintech companies now regularly launch products built on blockchains. Does that make them crypto companies? The label matters less now", escreveu, de acordo com o CoinDesk.

Dixon afirmou que liderará o novo fundo ao lado dos fundadores da a16z, Marc Andreessen e Ben Horowitz, além dos general partners Eddy Lazzarin e Guy Wuollet.

O que isso significa para o investidor

O rebranding da a16z reforça um padrão que já aparece em outras gestoras do setor: o dinheiro institucional que ajudou a financiar a infraestrutura cripto nos últimos anos está migrando parte do apetite de risco para IA e tecnologias emergentes, sem necessariamente abandonar as posições já construídas em blockchain. Para quem acompanha o mercado cripto brasileiro, isso pode significar menos exclusividade de capital de risco dedicado só a projetos de blockchain e mais competição por atenção e recursos com teses de IA, robótica e automação.

Vale observar que a própria gestora insiste que a mudança é uma expansão, não uma saída do setor cripto — a a16z diz que manterá posições e continuará advocando por regulação do setor nos Estados Unidos, o que é relevante para projetos que dependem desse tipo de apoio institucional em discussões regulatórias.

Para investidores e empreendedores do ecossistema cripto, o sinal a acompanhar é se essa diversificação de teses por parte de grandes VCs se traduz em menos capital disponível especificamente para rodadas de projetos blockchain em estágio inicial, ou se, como argumenta Dixon, a linha entre 'empresa cripto' e 'empresa de tecnologia' simplesmente está ficando mais tênue — o que tornaria a comparação entre volumes destinados a cripto versus IA cada vez menos informativa isoladamente.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos