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Wall Street fecha semana volátil sem direção única após Fed elevar juros

Dow Jones recua na sexta e cai 1,69% na semana; S&P 500 e Nasdaq fecham no positivo em dia de vencimento de derivativos

Wall Street fecha semana volátil sem direção única após Fed elevar juros
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As principais bolsas dos Estados Unidos encerraram a sessão desta sexta-feira, 18, sem um movimento uniforme, ao final de uma semana marcada por forte oscilação em Wall Street, avanço nos juros dos Treasuries, valorização do petróleo e a primeira alta de juros promovida pelo Federal Reserve em três anos, segundo informou o InfoMoney.

No fechamento do dia, o Dow Jones recuou 0,19%, a 51.681,93 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,16%, para 7.650,23 pontos, e o Nasdaq avançou 0,39%, fechando aos 26.522,55 pontos, de acordo com os dados divulgados pelo InfoMoney.

Na comparação semanal, o Dow Jones acumulou perda de 1,69%, o S&P 500 teve retração de 0,08% e o Nasdaq registrou ganho de 0,72%, conforme o balanço da publicação.

Juros dos Treasuries pressionam o mercado acionário

Segundo o InfoMoney, boa parte das ações negociadas em Nova York operou em terreno negativo ao longo da semana, refletindo a pressão exercida pelo mercado de títulos públicos americanos. O rendimento dos papéis do Tesouro de 10 anos voltou a tocar o patamar de 5% nesta sexta-feira, depois de ter atingido, durante a semana, o maior nível desde 2007.

Ações em destaque: perdas em GM, Qualcomm e bancos

Entre as maiores quedas individuais, o InfoMoney destacou a General Motors, com recuo de 5% no dia, e a Qualcomm, que cedeu 5,8%. O setor financeiro também ficou atrás do desempenho médio do mercado: Goldman Sachs e Bank of America lideraram as perdas do grupo, cada um recuando cerca de 8% na semana. A Netflix, por sua vez, caiu 4,7% depois que o Wells Fargo reduziu a recomendação e o preço-alvo da ação, segundo a reportagem.

Na direção oposta, o InfoMoney registrou alta de 11% para a Coinbase Global e de 9% para a Robinhood. Já as ações da Berkshire Hathaway subiram 0,11%, no dia em que o investidor Warren Buffett, de 96 anos, comunicou que deixará a presidência do conselho da companhia.

Fed sinaliza novos aumentos e BoJ eleva juros no Japão

A cautela em Wall Street segue atrelada à sinalização do Fed de que novos aumentos de juros ainda podem ocorrer neste ano, de acordo com o InfoMoney. O presidente do Federal Reserve de Kansas City, Jeff Schmid, mesmo sem direito a voto no Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), afirmou apoiar a decisão do colegiado, descrevendo-a como um passo necessário diante de uma inflação que, em suas palavras, está "muito alta por muito tempo".

Analistas do Charles Schwab, citados pelo InfoMoney, avaliaram que o aumento de 25 pontos-base decidido pelo Fed na quarta-feira teve como objetivo principal ancorar as expectativas de inflação, que segundo eles podem perder controle quando isso não ocorre.

Em paralelo, o Banco do Japão elevou sua taxa de juros ao maior nível em 31 anos, movimento associado à pressão sobre os custos de energia, conforme relatou o InfoMoney. O petróleo recuou na sessão de sexta-feira, mas permaneceu em patamar elevado, com o Brent cotado a US$ 103 por barril.

A reportagem do InfoMoney também observou que a sessão desta sexta-feira coincidiu com o chamado "triple witching", data de vencimento simultâneo de ações e diversos contratos futuros, o que costuma elevar o volume de negociação e a volatilidade nos mercados.

O que isso significa para o investidor

A sequência de eventos desta semana reforça um quadro em que juros mais altos nos EUA seguem sendo o principal vetor de instabilidade para ativos de risco. A cobertura anterior do AAR News já havia apontado, em 17/09/2026, que os futuros de Wall Street tentavam reagir a um tombo provocado pela primeira alta de juros do Fed em três anos, com o petróleo em recuo ajudando as ações — um padrão que se repetiu, em parte, na sessão desta sexta-feira.

Também em 17/09/2026, o AAR News mostrou que S&P 500 e Nasdaq haviam se recuperado com a queda dos juros longos e do petróleo, com a tecnologia liderando os ganhos em meio a uma divergência crescente entre os diferentes segmentos do mercado. O desempenho desta sexta, com Nasdaq subindo 0,39% e Dow Jones caindo 0,19%, é consistente com essa dinâmica de descolamento setorial.

Para o investidor brasileiro exposto a ativos americanos, o cenário pede atenção redobrada ao comportamento dos Treasuries de 10 anos — que voltaram a tocar 5% nesta sexta — e à trajetória do petróleo, hoje ainda perto de US$ 103 o barril, fatores que tendem a continuar ditando o apetite por risco em bolsa. Segundo o scanner TradingView, em 18/09/2026 às 20h17 BRT, o S&P 500 era cotado a 7.650,50 pontos, com alta de 0,17% no dia, e o Nasdaq a 26.522,55 pontos, com ganho de 0,39%, números alinhados ao fechamento oficial reportado pelo InfoMoney.

O episódio do "triple witching" e a sinalização do Fed sobre novos ajustes de juros ainda neste ano sugerem que a volatilidade recente não deve ser tratada como fato isolado. Investidores com posições em ações de tecnologia, bancos americanos ou setores sensíveis a crédito devem monitorar de perto os próximos dados de inflação nos EUA e as futuras reuniões do FOMC, que continuarão sendo o principal termômetro para o apetite de risco global nas próximas semanas.

Agregado por AAR News · fonte: InfoMoney

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos