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Futuros recuam com Apple em foco e eleições de meio de mandato à vista nos EUA

Wall Street digere balanço fraco da Apple, fusão bilionária entre Marvell e Lumentum e véspera de pleito que pode mexer com ações de IA, segundo a CNBC

Futuros recuam com Apple em foco e eleições de meio de mandato à vista nos EUA
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Os futuros do S&P 500 operavam em leve queda na manhã desta terça-feira, enquanto investidores avaliavam o balanço trimestral da Apple e aguardavam o desfecho das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, segundo reportagem da CNBC.

Os contratos futuros do Dow Jones Industrial Average caíam 0,46%, enquanto os do S&P 500 recuavam 0,14%. Os futuros do Nasdaq-100 oscilavam perto da estabilidade, em meio à pressão sobre ações globais de tecnologia, de acordo com a CNBC.

As ações da Apple caíam 2% no after-hours depois que a gigante de tecnologia de consumo apresentou uma projeção de margem considerada decepcionante e registrou vendas de iPad abaixo das estimativas do mercado no quarto trimestre fiscal, informou a emissora.

No pregão regular anterior, o Nasdaq Composite, de viés mais tecnológico, caiu 1,07%, enquanto o S&P 500 recuou 0,51%, em meio à continuidade do movimento de rotação para fora das ações de tecnologia. O Dow Jones, por outro lado, subiu cerca de 214 pontos, ou 0,41%, segundo a CNBC. Dados de referência do scanner TradingView, coletados às 6h17 no horário de Brasília desta segunda-feira, mostravam o S&P 500 em 7.541,40 pontos, queda de 0,51% no dia, e o Nasdaq em 25.164,32 pontos, recuo de 1,07%.

As ações da Marvell Technology recuaram cerca de 12%, enquanto os papéis da Lumentum caíram 18% depois que a Marvell anunciou a aquisição da companhia em um negócio avaliado em US$ 115 bilhões, de acordo com a reportagem. A Oracle também perdeu 8% após informar planos de vender US$ 10 bilhões em ações ordinárias e US$ 10 bilhões em títulos de dívida para financiar sua expansão em infraestrutura de inteligência artificial.

Expectativa em torno das eleições de meio de mandato

Com a proximidade da votação, o mercado volta sua atenção para o resultado das urnas. Segundo a CNBC, operadores de mercados de previsão atribuíam uma probabilidade próxima de 75% de que os democratas conquistem o Senado. O banco JPMorgan avalia que uma vitória ampla dos democratas tanto na Câmara quanto no Senado poderia provocar uma liquidação nas ações ligadas a inteligência artificial.

A reportagem destaca ainda que, mesmo com Donald Trump na Casa Branca, um avanço democrata em qualquer uma das duas casas do Congresso tem potencial para influenciar investigações e mecanismos de fiscalização em Washington — um fator relevante para setores como defesa, inteligência artificial e saúde.

Ryan Detrick, colaborador da CNBC e estrategista-chefe de mercado da Carson Group, afirmou que existe certa tensão às vésperas do pleito, mas que, uma vez concluído o processo eleitoral, os mercados tendem a reagir bem, segundo suas declarações à emissora.

Detrick ponderou, no entanto, que um resultado muito concentrado em um único partido — seja republicano, seja democrata — tende a desagradar os investidores, já que combina excesso de gastos em uma única direção com concentração excessiva de poder, conforme disse à CNBC.

Agenda cheia de balanços e indicadores

A terça-feira reserva uma extensa agenda de resultados corporativos. Pfizer, Shopify, Eaton e Marathon Petroleum devem divulgar balanços antes da abertura do pregão, enquanto Advanced Micro Devices e Super Micro Computer apresentam seus números no período da tarde, segundo a CNBC.

No front econômico, o mercado aguarda a divulgação da pesquisa JOLTS (Job Openings and Labor Turnover Survey) referente a setembro, além de dados de encomendas a fábricas, de acordo com a reportagem.

Ásia fecha majoritariamente em queda

Os mercados asiáticos terminaram a sessão de terça-feira majoritariamente em queda, puxados por perdas no setor de tecnologia na Coreia do Sul e em Taiwan. O Kospi encerrou com baixa de 3,59%, aos 5.648,79 pontos, enquanto o índice de small caps Kosdaq recuou 4,08%, a 704,39 pontos. O Taiwan Weighted Index também caiu 3,59%, fechando em 43.307,54 pontos, informou a CNBC.

O CSI 300, da China continental, fechou em queda de 0,2%, a 4.008,87 pontos. As exceções foram o S&P/ASX 200 australiano, que avançou 0,34%, a 8.886,8 pontos, e o Hang Seng de Hong Kong, que subia 0,37% na última hora de negociação. Os mercados do Japão permaneceram fechados por feriado nacional, segundo a reportagem.

Brookfield mira data center de IA junto a usina na Inglaterra

A gestora Brookfield pretende desenvolver um grande data center de inteligência artificial no norte da Inglaterra, em meio à corrida europeia para viabilizar infraestrutura que sustente a expansão da IA diante de custos elevados de energia e terrenos, segundo a CNBC.

A companhia de energia Drax Group informou nesta terça-feira ter firmado acordo com a Brookfield e sua plataforma de neocloud, a Radiant, para desenvolver em conjunto um data center de IA no complexo da usina Drax Power Station, em North Yorkshire. As ações da Drax, listadas em Londres, subiam 8,2% no início do pregão, de acordo com a reportagem.

Semicondutores europeus recuam com venda generalizada em tecnologia

Ações de semicondutores na Europa caíram nas primeiras negociações, acompanhando a liquidação global no setor de tecnologia. A ASML recuou 3,4%, a ASMI perdeu 2,1%, enquanto STMicroelectronics e Infineon Technologies caíram 3,9% cada, segundo a CNBC.

Willem Sels, diretor de investimentos do HSBC, disse ao programa "Squawk Box Europe", da emissora, que a queda não reflete preocupação com os resultados atuais das empresas, que classificou como fortes, nem com o ciclo econômico corrente, citando dados do ISM americano divulgados no dia anterior. Para ele, trata-se principalmente de um descompasso entre os gastos atuais com data centers e as receitas futuras esperadas, algo que considera característico de qualquer tecnologia em fase inicial.

Sels acrescentou que, do ponto de vista de crédito, não há sinais de uma liquidação generalizada neste momento, e reforçou a visão de que a demanda por inteligência artificial deve seguir crescendo de forma expressiva.

Bolsas europeias abrem em queda

Os mercados acionários europeus abriram majoritariamente em baixa nesta terça-feira, com o índice regional Stoxx 600 recuando 0,62% na abertura, segundo a CNBC.

As preocupações com a saúde financeira de empresas de tecnologia continuaram pesando, com o setor caindo 2,1%, enquanto mineradoras recuaram 2,2%. Alimentos e bebidas, junto com o setor de saúde, foram os únicos destaques positivos, com altas de cerca de 0,3% cada, de acordo com a reportagem.

Schaeffler corta milhares de empregos na Europa

A fabricante alemã de autopeças e máquinas Schaeffler anunciou nesta terça-feira o corte de 3.460 empregos e o fechamento de cinco unidades na Europa, em mais um sinal de dificuldades no setor automotivo europeu, segundo a CNBC. Cerca de 2.660 postos e quatro das unidades afetadas estão localizados na Alemanha.

O programa de melhoria de desempenho da companhia busca eliminar capacidade ociosa diante da demanda mais fraca por veículos com motor a combustão e da adoção mais lenta do que o esperado de veículos elétricos. Em comunicado citado pela emissora, a empresa mencionou custos por funcionário acima da média na Alemanha e uma estrutura organizacional excessivamente complexa, com muitos níveis de gestão e delegação limitada de responsabilidades.

A Schaeffler estimou custos únicos de 480 milhões de euros (equivalentes a US$ 537,2 milhões) com o plano, além de um ganho anual de cerca de 400 milhões de euros em resultados a partir de 2030. A companhia também reportou nesta terça-feira queda de 0,2% na receita na comparação anual, para 5,8 bilhões de euros no terceiro trimestre, e recuo de 7,2% no lucro antes de juros e impostos ajustado, para 245 milhões de euros. A reportagem lembra que a Volkswagen, outra montadora alemã, conduz uma reestruturação estratégica que deve resultar em cerca de 100 mil cortes de empregos.

Austrália eleva juros ao maior nível em quase duas décadas

O banco central da Austrália elevou sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, para 4,85%, nesta terça-feira, o maior patamar desde novembro de 2008, segundo a CNBC. A decisão do Reserve Bank of Australia esteve em linha com as expectativas de economistas consultados pela Reuters e marcou o quinto aumento de juros da instituição neste ano.

O movimento ocorre em meio ao combate à inflação persistente no país: o índice de preços ao consumidor avançou 4,3% em setembro, ante 4% em agosto, atingindo o maior patamar desde março. O banco central também afirmou que espera que a inflação permaneça elevada ao longo de grande parte de 2027, com retorno à meta de 2% a 3% projetado apenas para o final daquele ano — três trimestres mais tarde do que previsto anteriormente, de acordo com a reportagem.

Coreia do Norte nega envolvimento em hack bilionário da Binance

A Coreia do Norte rejeitou as acusações dos Estados Unidos que associam Pyongyang ao hack estimado em US$ 6,3 bilhões sofrido pela Binance, classificando a acusação como uma "grave provocação política", segundo a mídia estatal citada pela CNBC.

O que isso significa para o investidor

O quadro descrito pela CNBC reforça um ambiente de cautela generalizada, com o apetite por risco testado simultaneamente por resultados corporativos de peso no setor de tecnologia e por um evento político com potencial de reconfigurar o equilíbrio de forças no Congresso americano. Como mostrou cobertura anterior do AAR News, o histórico de eleições de meio de mandato desde 1980 tende a favorecer o S&P 500 no período seguinte ao pleito, mas analistas citados pela própria CNBC ponderam que fatores como política monetária do Federal Reserve, o ciclo de investimentos em inteligência artificial e tensões geopolíticas pesam mais sobre os preços dos ativos do que o resultado eleitoral isoladamente.

Para quem acompanha ações ligadas à cadeia de inteligência artificial, o alerta do JPMorgan sobre um possível movimento de venda em caso de avanço amplo dos democratas merece atenção redobrada, especialmente à luz do fluxo elevado de opções de venda sobre papéis como Apple e Palantir já identificado em cobertura recente do AAR News. A combinação de balanços abaixo do esperado — caso da própria Apple — com um desfecho eleitoral concentrado em um único partido pode amplificar a volatilidade de curto prazo nesse segmento.

No front internacional, o investidor brasileiro com exposição a ativos globais deve monitorar o desdobramento da fusão entre Marvell e Lumentum, a magnitude da captação de recursos pela Oracle para financiar sua expansão em IA, e o ritmo de aperto monetário em economias como a Austrália, que segue combatendo uma inflação acima da meta. Esses movimentos, somados à pressão sobre semicondutores europeus relatada pela CNBC, compõem um cenário de maior seletividade para posições em renda variável global nas próximas semanas.

Agregado por AAR News · fonte: CNBC

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos