Mercados · Criptomoedas

Bitcoin cai abaixo de US$ 77 mil com tombo de chips antes das eleições americanas

ZEC recua quase 10% e BNB perde US$ 700, enquanto Nasdaq 100 entra em correção e arrasta bolsas asiáticas

Bitcoin cai abaixo de US$ 77 mil com tombo de chips antes das eleições americanas
CoinDesk

Ler na fonte → CoinDesk

O bitcoin recuou 2% na manhã de terça-feira no horário asiático, ficando pouco abaixo de US$ 77 mil, segundo a CoinDesk. O movimento anulou a recuperação registrada na segunda-feira e acompanhou a queda da maioria das principais criptomoedas.

Uma liquidação mais intensa nas ações de fabricantes de chips nos Estados Unidos pressionou os mercados asiáticos, com o Kospi, da Coreia do Sul, caindo mais de 3% depois que o índice Nasdaq 100 entrou em território de correção.

Segundo a CoinDesk, investidores aguardavam os resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, com as primeiras apurações previstas para chegar justamente quando os mercados asiáticos abrissem na quarta-feira.

A queda do bitcoin o colocou abaixo do patamar de cerca de US$ 77.600 atingido no fim de domingo, quando compradores haviam entrado no mercado para sustentar uma recuperação breve, de acordo com o levantamento da CoinDesk.

ZEC lidera as perdas entre os principais tokens

O ZEC foi o ativo mais penalizado, com tombo de quase 10%, para cerca de US$ 1.140 — uma reversão abrupta para um token que havia liderado os ganhos entre os principais na segunda-feira, segundo dados da CoinDesk.

O HYPE caiu 5%, para cerca de US$ 84, e o SOL recuou 3%, para aproximadamente US$ 92. O BNB perdeu 2% e rompeu o piso de US$ 700, enquanto o ether e o DOGE caíram cerca de 2% cada, com o ether situado pouco acima de US$ 2.250.

O XRP praticamente não se moveu, cotado a US$ 1,25, e o TRX foi o único dos principais tokens a fechar em alta, com ganho de cerca de 2%, segundo dados da CoinDesk.

Wall Street puxa a queda, Ásia reage em bloco

A origem da pressão, segundo a reportagem, está em Wall Street: um indicador que reúne fabricantes de chips americanos estendeu para 12% o tombo acumulado em três dias, e o Nasdaq 100 passou a operar 10% abaixo de seu pico recente — patamar que os operadores classificam como correção. O S&P 500 recuou 0,5%.

Na Ásia, o Kospi, de composição fortemente tecnológica, caiu mais de 3%, e o índice MSCI Asia Pacific recuou quase 1%. Os mercados do Japão estavam fechados por feriado. As bolsas chinesas também cederam, mesmo depois de o banco central do país sinalizar que vai incentivar instituições financeiras a usar mais instrumentos de suporte ao mercado acionário.

O yuan interrompeu uma sequência de 13 dias consecutivos de valorização — a mais longa desde 1996 — depois que o Banco Popular da China pediu aos bancos que mantivessem reservas maiores em moeda estrangeira, segundo a CoinDesk.

O petróleo, por sua vez, despencou em meio a um otimismo com uma possível aproximação do fim da guerra no Irã, mas isso pouco ajudou a melhorar o humor geral dos mercados, de acordo com a reportagem.

Os americanos vão às urnas nesta terça-feira, e os primeiros resultados das eleições de meio de mandato devem chegar justamente no horário de abertura dos mercados asiáticos na quarta-feira, conforme destaca a CoinDesk.

O que isso significa para o investidor

O recuo do bitcoin ocorre em meio a um quadro mais amplo de aversão a risco, puxado por um setor específico — chips — mas que se espalha para criptoativos, bolsas asiáticas e até o câmbio chinês. Para quem acompanha o mercado brasileiro, o scanner da TradingView registrava o bitcoin a US$ 76.717,52 (variação de +0,01% no dia) na madrugada de 3 de novembro de 2026, às 6h17 no horário de Brasília — nível próximo ao patamar mencionado na reportagem da CoinDesk, o que sugere certa estabilização após a queda relatada. No mesmo horário, o S&P 500 marcava 7.541,40 pontos (−0,51%) e o Nasdaq, 25.164,32 pontos (−1,07%), reforçando o quadro de correção técnica descrito pela fonte.

O episódio reforça um padrão já discutido em coberturas anteriores do AAR News: eventos de estresse em exchanges e movimentos de grandes detentores institucionais de bitcoin — como o caso da Next Technology Holding, que avalia vender ou dar como garantia até US$ 450 milhões em BTC após um hack na Binance — tendem a amplificar a volatilidade justamente em momentos de nervosismo macro, como o atual, marcado pela correção da Nasdaq e pela expectativa eleitoral nos Estados Unidos.

Para o investidor brasileiro exposto a criptoativos, o resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e a trajetória do setor de chips são os pontos a monitorar nas próximas sessões, já que ambos vêm determinando o apetite por risco global e, por consequência, o comportamento do bitcoin e de altcoins como ZEC, HYPE e SOL, que registraram as maiores perdas no período coberto pela CoinDesk.

Também vale observar o desenrolar da política cambial chinesa, com o fim da sequência recorde de valorização do yuan, e eventuais novos sinais do banco central do país sobre suporte ao mercado acionário — fatores que, somados ao humor em Wall Street, ajudam a explicar por que ativos de risco, incluindo criptomoedas, seguem sensíveis a notícias que fogem do radar estritamente cripto.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos