Os futuros das principais bolsas americanas operavam sem direção definida na noite de quinta-feira, um dia depois de os índices fecharem em alta na esteira da primeira elevação de juros pelo Federal Reserve em três anos, segundo a CNBC.
Os contratos futuros do Dow Jones Industrial Average subiam 30 pontos, ou 0,06%, enquanto os futuros do S&P 500 recuavam 0,08% e os do Nasdaq-100 caíam 0,15%. Em um registro anterior na mesma noite, a CNBC também informou que os futuros do Dow chegaram a subir 19 pontos (0,04%), com S&P 500 e Nasdaq-100 em queda de 0,05% e 0,08%, respectivamente — variações que ilustram a falta de tendência clara antes da abertura de sexta-feira.
Sessão de quinta-feira reverteu perdas do dia do anúncio do Fed
Na sessão regular de quinta-feira, o Dow Jones fechou em alta de 316 pontos, ou 0,6%. O S&P 500 avançou 1,1% e o Nasdaq Composite saltou 1,7%, segundo a reportagem. O movimento representou uma recuperação em relação à véspera, quando a decisão do Fed de elevar os juros em um quarto de ponto percentual — com sinalização de ao menos mais um aumento neste ano — havia derrubado os principais índices.
A CNBC destaca que a alta de quinta-feira, puxada especialmente por ações de tecnologia, sugere que parte dos investidores está relativizando o cenário de juros mais altos por mais tempo e voltando o foco para a narrativa de inteligência artificial como sustentação dos lucros corporativos.
"Em algum momento, todos os ciclos terminam", disse Brian Levitt, estrategista-chefe global de mercados da Invesco, à CNBC. Segundo ele, o fim do ciclo atual não deve vir necessariamente de juros mais altos do Fed ou de petróleo mais caro, mas sim de um eventual tropeço na aposta em IA — como um corte de investimentos por parte de alguma das grandes empresas de nuvem ou uma percepção do mercado de que o volume investido está desproporcional ao retorno esperado sobre o capital. "Mas não é esse o ambiente em que estamos agora", completou.
Ásia deve abrir em alta nesta sexta-feira
Os mercados da região Ásia-Pacífico estavam projetados para abrir em alta na sexta-feira, refletindo os ganhos de Wall Street durante a noite, impulsionados pela queda do petróleo e por um recuo nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, segundo a CNBC.
Os futuros do Nikkei 225, do Japão, eram negociados a 64.880 pontos em Chicago, ante o fechamento anterior do índice em 64.136,25 pontos. O contrato referenciado em Osaka operava a 64.770 pontos. Os futuros do Hang Seng, de Hong Kong, estavam em 24.667 pontos, frente ao fechamento de 24.604,29 do índice. Já os futuros do S&P/ASX 200, da Austrália, eram negociados a 8.815 pontos, ante o fechamento de 8.732,40.
A reportagem atribui parte do alívio nos mercados de energia a uma decisão da Arábia Saudita de disponibilizar mais cargas de petróleo bruto a refinarias asiáticas por meio de transferências navio a navio próximas ao porto de Sohar, em Omã — movimento que teria contribuído para a queda do petróleo na quinta-feira.
Semana mista para os principais índices
Até o fechamento de quinta-feira, o Dow Jones Industrial Average acumulava queda de 1,5% na semana, a caminho de sua terceira semana consecutiva de perdas, de acordo com a CNBC. O S&P 500 também operava no vermelho no acumulado semanal, com recuo de 0,3%. Apenas o Nasdaq Composite, mais concentrado em tecnologia, entrava na sexta-feira com ganho semanal, de 0,3%.
Fed volta a falar nesta sexta-feira
A semana se encerra com novas manifestações de dirigentes do Fed. Segundo a CNBC, a governadora Michelle Bowman, membro permanente com voto no Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), e o presidente do Fed de Kansas City, Jeffrey Schmid, sem direito a voto neste ciclo, devem discursar. Os investidores buscarão mais clareza sobre o raciocínio por trás do voto unânime de quarta-feira em favor da alta de juros.
O que isso significa para o investidor
A oscilação estreita dos futuros na noite de quinta-feira mostra um mercado que já digeriu o choque inicial da alta de juros, mas ainda não decidiu para qual lado pender diante da sinalização de mais um aperto neste ano. A cobertura anterior do AAR News já havia registrado essa tensão: horas depois do anúncio do Fed, os futuros de Wall Street chegaram a saltar 400 pontos em movimento de recuperação, enquanto o presidente Donald Trump reforçava publicamente que os juros deveriam cair para 1% ou menos, mesmo mantendo apoio ao chair do banco central.
Para quem investe em ativos brasileiros ou globais expostos a Wall Street, o ponto de atenção nos próximos dias são os discursos de Bowman e Schmid nesta sexta-feira: qualquer sinal sobre o ritmo dos próximos aumentos tende a mover tanto ações quanto o dólar. A divergência de política monetária também ganha contorno internacional — o Banco da Inglaterra optou por manter a taxa em 3,75%, com votação dividida de 6 a 3, sinalizando possível alta apenas em novembro, enquanto Fed, BCE e Banco do Japão seguem em movimento de aperto, segundo cobertura anterior do AAR News.
Do lado da renda variável americana, os números mais recentes do scanner TradingView, referentes a 17/09/2026 às 20h46 (horário de Brasília), mostravam o S&P 500 em 7.637,76 pontos, com alta de 1,14% no dia, e o Nasdaq em 26.418,30 pontos, avançando 1,69%. Esses patamares reforçam a leitura de que o mercado, ao menos por ora, prioriza a narrativa de inteligência artificial em detrimento do temor com juros mais altos — um equilíbrio que, segundo o estrategista da Invesco citado pela CNBC, só deve se romper caso o próprio ciclo de investimento em IA mostre sinais de exagero.
Agregado por AAR News · fonte: CNBC
Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos
