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Diesel bate recorde nos EUA e reforça pressão por mais juros do Fed

Alta de quase 80% no ano no combustível reacende temores de inflação e ameaça bitcoin e ouro, segundo dados citados pela CoinDesk

Diesel bate recorde nos EUA e reforça pressão por mais juros do Fed
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O preço médio do diesel nos Estados Unidos atingiu um recorde histórico nesta semana, em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio e restrições na capacidade de refino global. O movimento reacende o debate sobre uma nova rodada de aperto monetário do Federal Reserve, justamente quando ativos como bitcoin e ouro mostram sinais de fadiga.

Segundo reportagem da CoinDesk, que cita dados da TradingView, o galão de diesel chegou a US$ 6,29 nos Estados Unidos, alta de quase 80% no acumulado do ano. No mesmo período, o bitcoin recua cerca de 12%, cotado a US$ 76.400, enquanto o ouro está praticamente estável, após ter recuado da máxima recorde de US$ 5.600 alcançada no início do ano.

Origem do choque: Oriente Médio e refino apertado

De acordo com a CoinDesk, a escalada de preços do diesel está ligada principalmente às tensões geopolíticas no Oriente Médio, incluindo o conflito em curso entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que tem interrompido fluxos de petróleo bruto e elevado os prêmios de risco sobre derivados refinados. A reportagem aponta ainda que a capacidade limitada de refino, somada à demanda forte tanto do setor de transporte de cargas quanto da indústria, transformou um choque regional de oferta em uma escalada de preços em escala global.

A publicação destaca que movimentos como esse nos preços nas bombas costumam se propagar para custos de transporte, cadeias de suprimento e, por fim, para os preços ao consumidor. Em nota citada pela CoinDesk, o JPMorgan afirmou que preços mais altos de diesel podem aparecer na inflação primeiro pelos custos das empresas, e depois, potencialmente, afetar os preços ao consumidor ao longo do tempo, dependendo do repasse e da demanda.

Fed eleva juros mesmo com choque de oferta

Segundo a reportagem, o momento é particularmente desfavorável: bancos centrais já estavam em alerta e inclinados a subir juros, encarecendo o crédito mesmo que essa medida dificilmente resolva a origem principal da inflação atual, que é a interrupção do fornecimento de petróleo provocada pelas guerras no Irã e na Ucrânia. Na quinta-feira, o Federal Reserve elevou os juros em 25 pontos-base, levando o custo básico de empréstimo para a faixa entre 3,75% e 4%. A CoinDesk descreve essa decisão como evidência de que os formuladores de política monetária estão inclinados a usar aumentos de juros para enfrentar uma inflação originada em choques de oferta de petróleo — uma escolha considerada equivocada por parte de observadores citados na matéria.

Record diesel prices. (TradingView)
Record diesel prices. (TradingView) · Foto: CoinDesk

Ainda de acordo com a reportagem, Goldman Sachs e Morgan Stanley preveem outro aumento de 25 pontos-base em outubro. Outros bancos centrais também estão em movimento de aperto: o Banco Central Europeu elevou juros recentemente, e o Banco do Japão era esperado para fazer o mesmo na sexta-feira seguinte ao anúncio do Fed.

Impacto sobre ouro, bitcoin e ações de tecnologia

A CoinDesk avalia que o recorde nos preços do diesel representa um obstáculo para ouro, bitcoin e ações de tecnologia. Assim como o ouro, o bitcoin é visto por parte do mercado como reserva de valor e proteção soberana, mas a reportagem lembra que, historicamente, custos de empréstimo mais altos pesaram sobre o valor de mercado da criptomoeda, como ocorreu durante o ciclo de aperto do Fed em 2022.

O que isso significa para o investidor

A cobertura anterior do AAR News já havia apontado que o recuo do bitcoin antes da decisão do Fed se assemelhava ao padrão observado em 2022, na véspera do primeiro aperto monetário daquele ciclo. Após o anúncio da alta de 25 pontos-base, no entanto, o bitcoin sustentou um rali, avançando para US$ 76.621, com o mercado sinalizando expectativa de apenas mais um aumento de juros — leitura que contrasta com a visão da CoinDesk de que o choque no diesel pode forçar o Fed a manter o discurso mais duro por mais tempo.

Para quem acompanha o mercado brasileiro, o ponto de atenção é a combinação entre pressão inflacionária vinda de energia e juros americanos ainda em trajetória de alta: esse mix tende a fortalecer o dólar e encarecer o custo de capital global, afetando ativos de risco, incluindo criptomoedas e ações de crescimento. Segundo o scanner da TradingView, em 17/09/2026 às 11h31 BRT, o bitcoin era negociado a US$ 76.922,17, com alta de 1,01% no dia, e o ouro a US$ 4.366,72, avançando 2,43% no dia — sinal de que parte do mercado ainda busca proteção mesmo em meio à alta de juros.

Também vale monitorar o desdobramento das falas do presidente do Fed sobre a inflação ainda estar 'alta demais', conforme registrado em cobertura anterior do AAR News junto à alta do Treasury de 10 anos para perto de 5%. Caso o choque no diesel se mantenha e se confirme mais uma alta de juros em outubro, como projetam Goldman Sachs e Morgan Stanley, o cenário de juros mais altos por mais tempo tende a seguir pressionando ativos sensíveis a liquidez, exigindo cautela redobrada de quem está posicionado em cripto, ouro e tecnologia.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos