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Paramount fecha acordo com estados dos EUA e avança fusão de US$ 110 bi com Warner Bros

Entendimento com procuradores estaduais remove obstáculo legal à combinação entre Paramount Skydance e Warner Bros Discovery, segundo a BBC

Paramount fecha acordo com estados dos EUA e avança fusão de US$ 110 bi com Warner Bros
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A Paramount Skydance chegou a um acordo com dezenas de estados norte-americanos que haviam questionado na Justiça sua fusão de US$ 110 bilhões com a Warner Bros Discovery, informou a BBC. O entendimento retira um dos principais entraves regulatórios que ainda pendiam sobre a operação.

A coalizão de estados, liderada pela Califórnia, havia contestado o negócio por preocupações relacionadas à concorrência nos setores de cinema, televisão e radiodifusão. Mesmo com o acordo fechado, o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, fez questão de deixar claro em coletiva de imprensa que a assinatura do termo não representa endosso à fusão.

"O acordo não é um voto de apoio a essa fusão", disse Bonta, acrescentando que, na sua avaliação pessoal, as duas empresas não deveriam se unir.

Reação da Paramount

O presidente-executivo da Paramount, David Ellison, comemorou o desfecho. Segundo ele, o objetivo compartilhado era chegar a um resultado que atendesse consumidores, trabalhadores e, principalmente, a comunidade criativa ligada à produção audiovisual.

Ellison afirmou ainda que, resolvidas as preocupações dos procuradores-gerais estaduais e do sindicato de roteiristas Writers Guild of America (WGA), a empresa considera ter obtido liberação completa para tocar a fusão e já planeja colocar em prática os compromissos assumidos. Antes do acordo, o executivo havia chegado a ameaçar transferir operações do estúdio para fora da Califórnia.

Sindicato mantém críticas

Apesar do acerto, a WGA declarou que continua acreditando que a fusão trará prejuízos aos roteiristas e ao setor como um todo. O sindicato afirmou ter sido obrigado a fechar seu próprio acordo com a Paramount porque, como entidade sem fins lucrativos, não teria condições financeiras de sustentar sozinho um litígio contra a fusão sem apoio governamental.

Como parte do entendimento com a WGA, a Paramount se comprometeu a fazer um aporte no fundo de saúde do sindicato, arcar com custos legais do processo e vedar demissões de roteiristas na divisão CBS News Broadcast pelo período de cinco anos, segundo a BBC.

Metas de produção e salvaguardas contra IA

Bonta afirmou que o acordo deve ajudar a impulsionar a produção cinematográfica nos Estados Unidos. Pelos termos firmados, a Paramount terá de lançar ao menos 30 filmes por ano.

Para impedir que a empresa cumpra essa cota anual com conteúdo de baixo orçamento ou gerado de forma automatizada, o procurador-geral disse que foram incluídas salvaguardas rígidas contra produções feitas por inteligência artificial. Segundo ele, o objetivo das autoridades era garantir filmes robustos e genuínos, capazes de gerar atividade econômica real e recolocar profissionais no mercado de trabalho.

Ainda de acordo com os termos iniciais divulgados, a Paramount deverá manter ao menos 20% de toda a produção cinematográfica em território americano nos dois primeiros anos após o fechamento da fusão, percentual que deve subir para mais de 30% ao longo dos três anos seguintes.

Sede e fiscalização do acordo

Embora Ellison tivesse sinalizado anteriormente que a empresa combinada manteria sua sede na Califórnia por tempo indeterminado, Bonta esclareceu que esse compromisso não foi incorporado formalmente ao texto do acordo. "Isso não faz parte do acordo", disse o procurador-geral.

Para assegurar o cumprimento das demais cláusulas, a Paramount concordou com a nomeação de um monitor independente, responsável por acompanhar de forma contínua a observância dos termos firmados com os estados.

Efeitos econômicos esperados

Bonta defendeu que, ao contrário do padrão comum em fusões — normalmente associadas a sobreposição de estruturas e cortes de vagas —, o acordo funcionará como gerador de empregos, recolocando profissionais em atividade em toda a cadeia produtiva do setor.

O procurador-geral também disse que a produção de cinema e TV nos Estados Unidos deve receber um volume adicional relevante de atividade econômica em razão do acordo, classificando esse patamar como o mínimo esperado. Segundo ele, esse compromisso de produção pode crescer significativamente — em até 700%, na sua estimativa — caso o Congresso americano aprove um crédito fiscal federal voltado ao setor cinematográfico.

O que isso significa para o investidor

Para quem acompanha ativos ligados a mídia e entretenimento, o acordo remove uma fonte concreta de incerteza jurídica que pairava sobre a fusão entre Paramount Skydance e Warner Bros Discovery. Como mostrou cobertura anterior do AAR News, os papéis das duas companhias já figuravam entre os mais monitorados no pré-mercado de Wall Street em 21 de setembro de 2026, ao lado de nomes como Accenture e Novo, sinal de que o mercado já precificava desdobramentos regulatórios da operação.

O fato de o próprio procurador-geral da Califórnia ter feito questão de dizer publicamente que o acordo não é um aval à fusão sugere que o escrutínio sobre a combinação das duas empresas de mídia deve continuar, ainda que por canais distintos do judicial. Investidores expostos a Paramount e Warner Bros devem monitorar como a nomeação do monitor independente e o cumprimento das metas de produção nos EUA impactam custos operacionais e cronograma de integração.

Também vale acompanhar a tramitação de eventual crédito fiscal federal para produção cinematográfica no Congresso americano, citado por Bonta como fator capaz de ampliar substancialmente os compromissos de investimento da companhia combinada. Qualquer avanço legislativo nesse sentido pode alterar a equação de custos e benefícios da fusão para os acionistas, tema que o AAR News deve seguir cobrindo conforme novos desdobramentos surgirem.

Agregado por AAR News · fonte: BBC

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos