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Morgan Stanley rebaixa Coinbase e corta preço-alvo de US$ 258 para US$ 120

Banco reduz projeções de lucro até 2028 e cita fraqueza na negociação de criptoativos e dúvidas sobre recuperação da receita

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O Morgan Stanley rebaixou a recomendação da Coinbase de equalweight para underweight, reduzindo o preço-alvo da ação de US$ 258 para US$ 120. A revisão reflete preocupações com a trajetória de lucros da exchange nos próximos anos, em meio a um cenário de negociação mais fraco no mercado de criptomoedas.

O analista Michael Cyprys, responsável pela nota divulgada na segunda-feira, afirmou que a confiança em uma recuperação dos resultados da empresa se deteriorou. Segundo ele, a atividade de negociação mais fraca, um panorama de receita mais ameno e a incerteza nos mercados cripto após o recente ataque hacker à Binance pesaram na decisão.

Ação cai e soma perdas da semana anterior

As ações da Coinbase (COIN), negociadas a US$ 137,80 no fechamento mais recente, caíam 2,3% nas negociações iniciais, para US$ 140,25. O movimento se soma a um recuo de 10% registrado na semana anterior, em um ano já marcado por oscilações bruscas de preços e episódios de venda que afetaram o sentimento dos investidores em criptoativos.

Mesmo quando os preços de criptomoedas se recuperaram ao longo do ano, a atividade de negociação permaneceu contida, o que tem pressionado exchanges como a Coinbase, cuja receita depende em boa parte das taxas cobradas sobre transações.

Projeções cortadas até 2028

O Morgan Stanley reduziu em 28% sua estimativa de receita para 2027 e em 47% a projeção de Ebitda ajustado para o mesmo ano. Para 2028, os cortes foram de 18% na receita e 25% no Ebitda ajustado. O banco passou a projetar Ebitda normalizado de US$ 2,4 bilhões até 2028, cerca de 14% abaixo do nível observado em 2025, mesmo considerando a expansão da Coinbase para novas linhas de negócio. A instituição também reduziu o múltiplo usado para avaliar o Ebitda da companhia, de 20 vezes para 12 vezes.

Resultados do terceiro trimestre pressionaram a revisão

O rebaixamento veio após a divulgação de resultados fracos no terceiro trimestre, na última quinta-feira. A Coinbase reportou receita de US$ 1,22 bilhão, queda de 35% em relação ao mesmo período do ano anterior e praticamente estável frente ao trimestre anterior. A receita de transações caiu 44% na comparação anual, para US$ 590 milhões, enquanto a receita de assinaturas e serviços recuou 20%, para US$ 570 milhões.

As condições de mercado seguiram desafiadoras: o volume de negociação de criptomoedas caiu 10% no trimestre, enquanto a volatilidade dos preços atingiu mínimas de vários anos.

A projeção da companhia para o quarto trimestre não indica uma recuperação acentuada. A Coinbase reportou cerca de US$ 165 milhões em receita de transações até 25 de outubro, além de prever receita de assinaturas e serviços entre US$ 550 milhões e US$ 630 milhões. A empresa também espera despesas ajustadas entre US$ 1,01 bilhão e US$ 1,16 bilhão, acima dos US$ 975 milhões registrados no terceiro trimestre. Para o ano cheio, a Coinbase reduziu sua projeção de despesas ajustadas para uma faixa entre US$ 4,15 bilhões e US$ 4,30 bilhões.

O que isso significa para o investidor

O rebaixamento do Morgan Stanley reforça um padrão já observado em 2026: recuperação de preços no mercado cripto não tem se traduzido automaticamente em volume de negociação, o que atinge diretamente exchanges dependentes de taxas transacionais, como a Coinbase. Para quem acompanha o setor, o corte de múltiplo e a revisão de Ebitda sugerem que o mercado pode estar reprecificando o papel com expectativas mais conservadoras de crescimento até 2028.

Vale considerar o pano de fundo macro mais amplo. O AAR News noticiou em 1º de novembro que o estrategista Mike Wilson, do próprio Morgan Stanley, projetava à Bloomberg uma possível queda de 9% no S&P 500 antes das eleições de meio de mandato, com eventual recuperação impulsionada por gastos em inteligência artificial e condições de liquidez, mirando os 8.000 pontos do índice adiante. Esse cenário de volatilidade em ativos de risco tende a reforçar a cautela também sobre ativos ligados a criptomoedas.

Para investidores expostos à Coinbase ou a ativos cripto de forma geral, os pontos a monitorar são a evolução do volume de negociação nas próximas divulgações trimestrais, o ritmo de expansão da companhia para novas linhas de receita fora das taxas de transação, e eventuais sinais de estabilização ou nova deterioração na volatilidade do mercado cripto — fator citado pelo próprio Morgan Stanley como elemento de incerteza adicional após o episódio envolvendo a Binance.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos