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Bitcoin recupera US$ 80 mil, mas sinais de alavancagem e demanda seguem fracos

Fundador da Binance chama recuperação de 'resiliente', porém dados de futuros e ETFs mostram que o rali foi puxado por zeragem de posições vendidas

Ler na fonte → CoinDesk

O bitcoin voltou a superar a marca de US$ 80.425,03 nesta quarta-feira, revertendo a queda inicial registrada no início do pregão asiático após informações de uma vitória ampla dos democratas nas eleições de meio de mandato. A recuperação levou o fundador da Binance, CZ, a classificar o mercado como 'resiliente' em publicação na rede social X, segundo a CoinDesk.

Apesar da reação positiva do preço, a análise da CoinDesk aponta para dois sinais que recomendam cautela a quem aposta na continuidade da alta: a ausência de capital novo entrando via contratos futuros e a fraqueza persistente da demanda à vista.

Alavancagem não acompanha o rali

O interesse em aberto (open interest) dos contratos futuros de bitcoin permaneceu praticamente estável em US$ 53,40 bilhões, de acordo com dados da Coinglass citados pela reportagem. O mesmo padrão se repete em outras criptomoedas, como SOL, HYPE, DOGE e NEAR, cujo interesse em aberto ficou estagnado ou recuou mesmo com a valorização dos preços — um indício de que não houve entrada relevante de capital novo buscando se posicionar na alta.

Fluxos de ETFs e indicador de demanda seguem fracos

No lado à vista, os ETFs de bitcoin listados nos Estados Unidos captaram apenas US$ 74 milhões em recursos de investidores na quarta-feira, segundo a SoSoValue. O número vem depois de saídas superiores a US$ 400 milhões nos dois primeiros pregões da semana e de resgates acima de US$ 500 milhões ao longo do mês anterior, conforme a mesma fonte.

O Coinbase Premium, indicador acompanhado pelo mercado para medir a demanda relativa de investidores dos Estados Unidos, também permanece em território negativo. Segundo a CoinDesk, esse indicador costuma ficar positivo em movimentos de alta sustentada, o que reforça a leitura de que a demanda à vista ainda não confirmou o otimismo.

Alta foi puxada por zeragem de posições vendidas

Ao cruzar os dados de futuros e do mercado à vista, a reportagem conclui que a valorização recente foi impulsionada principalmente pela liquidação de posições vendidas (shorts). Nas últimas 24 horas, US$ 450 milhões em posições vendidas em contratos futuros de criptomoedas foram liquidadas, sendo US$ 300 milhões apenas em bitcoin — o maior volume desde 21 de setembro.

Analistas da corretora Marex, em nota por e-mail citada pela CoinDesk, afirmaram que o bitcoin recuperou o patamar de US$ 80 mil impulsionado por juros mais baixos, um dólar mais fraco e petróleo mais barato, fatores que reanimaram o apetite por risco. Segundo eles, essa primeira perna da alta foi financiada por zeragem de vendidos, e agora cabe aos fluxos à vista e a uma estrutura de derivativos mais limpa sustentar a continuidade do movimento.

A corretora indiana registrada na unidade de inteligência financeira local, Giottus, classificou o episódio como um rali de alívio. Em comentário reproduzido pela CoinDesk, o CEO da exchange, Vikram Subburaj, recomendou tratar o movimento como alívio até que surjam confirmações mais fortes, evitar perseguir movimentos bruscos, usar entradas escalonadas, manter posições modestas e acompanhar os fluxos de ETFs e os próximos dados do mercado de trabalho americano antes de ampliar exposição.

A reportagem também observa que o bitcoin passou a ser negociado com um leve desconto na Coinbase, listada na Nasdaq, em relação à Binance, bolsa offshore — detalhe adicional que reforça a leitura de demanda doméstica ainda contida nos Estados Unidos.

O que isso significa para o investidor

Para quem acompanha cripto a partir do Brasil, o episódio reforça que recuperações de preço nem sempre refletem convicção de mercado: aqui, o próprio material mostra que o movimento foi puxado por cobertura de posições vendidas, não por entrada de capital novo. Vale observar que, segundo o scanner da TradingView, às 12h18 BRT de 5 de novembro de 2026, o bitcoin operava a US$ 77.438,77, com queda de 3,68% no dia — patamar abaixo dos US$ 80.425,03 mencionados na reportagem da CoinDesk, o que já sinaliza a fragilidade da recuperação.

O contexto cripto também não está isolado do noticiário corporativo: a AAR News noticiou em 4 de novembro de 2026 que a Block, de Jack Dorsey, concordou em pagar US$ 764 milhões ao Departamento de Justiça dos EUA, valor que supera o lucro trimestral da empresa, além de cortes de taxas no Cash App que reduzem a receita ligada a bitcoin — um lembrete de que a exposição a cripto no mercado tradicional carrega riscos regulatórios e de margem que vão além da volatilidade do preço do ativo.

Para o investidor brasileiro, a recomendação citada por players do setor — entradas escalonadas, posições moderadas e acompanhamento de fluxos de ETFs e dados de emprego nos EUA — parece prudente diante de indicadores como o Coinbase Premium negativo e o interesse em aberto estagnado. Até que haja confirmação de demanda à vista mais consistente, o cenário favorece cautela em vez de perseguir movimentos de curto prazo.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos