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Bitcoin acumula alta de 44% no trimestre e reacende debate sobre bull run

Criptomoeda supera ouro, S&P 500 e até a Nvidia no terceiro trimestre, mas segue distante do recorde de US$ 126 mil; SEC libera negociação de ações tokenizadas

CoinDesk

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O bitcoin caminha para fechar o terceiro trimestre com valorização de 44%, o melhor desempenho trimestral desde o final de 2024, segundo dados da TradingView citados pela CoinDesk. O movimento contrasta com o início do ano, quando a criptomoeda era a pior performer entre os principais ativos e as bolsas, impulsionadas pelo entusiasmo com inteligência artificial, disparavam.

No mesmo período, o ouro acumula alta de 8,7%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq sobem apenas 2% cada, de acordo com a mesma fonte. O desempenho do bitcoin também supera o de gigantes de tecnologia como a Nvidia, cujas ações avançaram 11% no trimestre.

Apesar do rali, a criptomoeda ainda não pode ser considerada cara em termos históricos: os preços atuais seguem 48% abaixo do recorde de US$ 126 mil, atingido em outubro do ano passado, aponta a CoinDesk.

Outros tokens também registraram ganhos expressivos no período. Ethereum, XRP, Solana, Uniswap e Near tiveram valorizações entre 40% e 150%, segundo o levantamento da CoinDesk.

De condições de sobrevenda a gatilho regulatório

A alta inicial do bitcoin foi impulsionada principalmente por condições de sobrevenda, que atraíram investidores em busca de barganhas, e por um short squeeze que empurrou os preços para cima, segundo a reportagem. Mais recentemente, porém, um fator regulatório passou a sustentar o movimento.

De acordo com a gestora Tagus Capital, citada pela CoinDesk, o rali está "ancorado na decisão da SEC, em 17 de setembro, de conceder uma isenção temporária de inovação, válida por cinco anos, que permite que plataformas qualificadas viabilizem a negociação secundária de ações americanas tokenizadas usando market makers automatizados e pools de liquidez em blockchain".

A gestora avalia que o Ethereum deve se beneficiar de forma desproporcional dessa abertura regulatória, por ser a principal blockchain pública usada para ativos tokenizados, segundo a CoinDesk.

Bull run declarado, mas com ressalvas

Parte dos analistas já considera que um mercado altista pleno para criptoativos está em curso, mas as avaliações vêm acompanhadas de cautela. Alex Kuptsikevich, estrategista-chefe de mercado da FxPro, disse em comunicado por e-mail à CoinDesk: "em nossa visão, este já é um mercado altista, mas isso não descarta quedas súbitas, por isso vale manter cautela redobrada até que sinais mais claros de transição para um crescimento ativo apareçam".

Kuptsikevich acrescentou que o otimismo em torno das altcoins está claramente reforçando as chances de alta do bitcoin, mas alertou que, nesse cenário, "é melhor não se adiantar correndo para comprar moedas", segundo a CoinDesk.

Média móvel e possíveis vencedores da tokenização

Um sinal técnico reforçou a leitura otimista: o bitcoin fechou a semana encerrada em 20 de setembro acima de sua média móvel de 50 semanas pela primeira vez em 45 semanas, o que a CoinDesk descreve como uma confirmação potencialmente importante do fim do mercado baixista.

No gráfico diário, os preços do bitcoin romperam a resistência da máxima de maio, superando o patamar de US$ 84 mil e atingindo o ponto mais alto desde janeiro, segundo dados da TradingView reproduzidos pela CoinDesk. A reportagem observa que, com pouca atividade de negociação registrada entre US$ 84 mil e US$ 97 mil, o mercado enfrenta menor resistência pela frente, o que abriria caminho para uma trajetória mais direta rumo à casa dos seis dígitos, caso o momentum se sustente.

A CoinDesk também destacou que analistas já apontam Coinbase, Robinhood e Circle como possíveis beneficiárias iniciais da experiência regulatória da SEC com ações tokenizadas, caso mais títulos americanos migrem para blockchain. No fechamento citado pela reportagem, as ações da Coinbase (COIN) eram negociadas a US$ 201,03, as da Robinhood (HOOD) a US$ 123,29 e as da Circle (CRCL) a US$ 94,41.

Contexto macro: juros em queda, bolsas em alta

O pano de fundo macroeconômico também favoreceu os ativos de risco. Segundo a Reuters, as bolsas globais subiram na segunda-feira, com ações de tecnologia impulsionadas por evidências de forte demanda por inteligência artificial, enquanto o petróleo recuou após relatos de que mais oferta estaria saindo do Golfo do que se estimava, apesar do conflito na região. O mercado de títulos também teve rali, liderado pela dívida europeia.

De acordo com a CNBC, os rendimentos dos Treasuries americanos recuaram no início da segunda-feira, acompanhando uma queda global nos custos de financiamento dos governos em meio à baixa do petróleo. O título de 10 anos operava a 4,967%, após ter atingido máxima de 19 anos, em 5,041%, na semana anterior. O papel de 2 anos estava em 4,729%, e o de 30 anos, em 5,306%.

O que isso significa para o investidor

A cobertura recente do AAR News já vinha sinalizando resiliência do bitcoin diante de eventos que, em tese, deveriam pressionar o ativo — como a rejeição do Clarity Act pelo Senado e a alta de juros do Fed, quando a criptomoeda se manteve perto de US$ 75 mil, segundo analistas ouvidos pela CoinDesk em reportagem de 20 de setembro. O movimento agora descrito, de rompimento da média móvel de 50 semanas e superação da máxima de maio, reforça essa leitura de mudança de regime técnico, mas os próprios analistas citados na matéria pedem cautela quanto a perseguir o rali.

Vale observar que, segundo o scanner da TradingView consultado pelo AAR News em 21 de setembro de 2026 às 21h06 (horário de Brasília), o bitcoin era cotado a US$ 86.459,10, com queda de 0,17% no dia, e o Ethereum a US$ 2.772,18, com recuo de 0,14% — números que mostram certa acomodação após o movimento de alta descrito na reportagem da CoinDesk. No mesmo horário, o ouro operava a US$ 4.372,40 (+0,66%) e o S&P 500 a 7.764,70 pontos (+1,49%), o que indica que o apetite por risco seguia presente também fora do universo cripto.

Para o investidor brasileiro, o episódio reforça dois pontos práticos: primeiro, a abertura regulatória da SEC para ações tokenizadas pode redesenhar a relação entre bolsas tradicionais e blockchains públicas, com potencial de beneficiar tanto o Ethereum quanto plataformas como Coinbase, Robinhood e Circle, conforme citado pela CoinDesk. Segundo, mesmo com sinais técnicos favoráveis, a distância do bitcoin em relação ao seu recorde histórico e os alertas explícitos de analistas como Kuptsikevich sugerem que a volatilidade — tema também abordado na recente cobertura do AAR sobre o novo contrato de 'VIX do bitcoin' lançado pela Hyperliquid — segue sendo o principal risco a monitorar antes de qualquer decisão de alocação mais agressiva.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos