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Arkansas processa Kalshi e amplia cerco jurídico à plataforma

Estado acusa mercado de previsões de operar jogo de azar ilegal; lista de ações contra a empresa já inclui Utah e outros estados dos EUA, segundo a CoinDesk

Arkansas processa Kalshi e amplia cerco jurídico à plataforma
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O mercado de previsões Kalshi ganhou mais um adversário judicial. Segundo reportagem da CoinDesk, o estado do Arkansas entrou com uma ação contra a plataforma, acusando-a de operar um esquema de apostas ilegal fora das regras estaduais sobre jogos de azar.

O processo foi protocolado na quarta-feira pelo procurador-geral do Arkansas, Tim Griffin, somando-se a ações movidas por outros estados que alegam que a Kalshi contorna as leis locais contra apostas, conforme a CoinDesk.

Griffin classificou o caso como algo evidente. Segundo a CoinDesk, ele declarou em comunicado: 'Não é preciso ser um gênio para entender que apostar dinheiro sobre se o Razorbacks vai vencer ou perder é jogo de azar', acrescentando que 'apostar em uma plataforma não regulamentada é expressamente proibido pela lei do Arkansas'.

A Kalshi é supervisionada pela Commodity Futures Trading Commission (CFTC) e permite que usuários façam apostas sobre o desfecho de eventos do mundo real, incluindo partidas esportivas. A CoinDesk afirma ter procurado a Kalshi para comentar o caso, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.

'Bookmaker de bolso'

De acordo com a CoinDesk, a petição apresentada pelo Arkansas descreve a Kalshi como um 'bookmaker de bolso'. O documento sustenta que a empresa ignora os limites estaduais aplicados a cassinos e casas de apostas esportivas, ao permitir que usuários a partir de 18 anos apostem dinheiro real em eventos esportivos e de entretenimento.

Griffin pede que a Justiça declare que a Kalshi violou a lei estadual de práticas comerciais enganosas e determine restituição aos usuários afetados, segundo a reportagem.

O procurador-geral também apresentou 14 acusações criminais contra a Kalshi e seus cofundadores, Tarek Mansour e Luana Lopes Lara, dias depois de mover a ação civil contra a empresa, informa a CoinDesk. Outros estados — Arizona, Connecticut, Massachusetts, Michigan e Nevada — também apresentaram acusações, processos ou restrições de acesso à plataforma, segundo o material.

Derivativo financeiro ou aposta esportiva

A Kalshi já defendeu publicamente que seus contratos esportivos são derivativos financeiros supervisionados pela CFTC, e não jogos de azar. Segundo a CoinDesk, a própria CFTC processou o estado de Utah, argumentando que apenas o governo federal, por meio de Washington, tem competência para regular esse tipo de contrato.

A reportagem também menciona que Griffin moveu uma ação separada contra uma empresa australiana que opera plataformas de cassino social no condado de White. Segundo a petição citada pela CoinDesk, essas plataformas permitiam que usuários apostassem moedas que podiam ser trocadas por dinheiro, numa estrutura que o processo equipara a jogo de azar disfarçado.

O que isso significa para o investidor

A multiplicação de processos estaduais contra a Kalshi expõe uma tensão regulatória que ainda não tem desfecho definido: enquanto a empresa se apoia na supervisão federal da CFTC para operar contratos sobre eventos esportivos, procuradores estaduais tratam a mesma atividade como aposta sujeita a leis locais de jogo de azar. Esse conflito de jurisdição é o ponto central a acompanhar — a decisão sobre quem tem a palavra final, Washington ou os estados, deve moldar o futuro regulatório de todo o setor de mercados de previsão nos EUA.

Para quem acompanha ativos ligados a mercados de previsão e plataformas correlatas, a escalada de ações judiciais e criminais em múltiplos estados — Arkansas, Arizona, Connecticut, Massachusetts, Michigan e Nevada — sinaliza risco jurídico crescente e não isolado a um único mercado local. Investidores expostos a esse segmento devem monitorar como a Kalshi responderá a cada ação e se a defesa baseada na regulação federal resistirá às tentativas de enquadramento estadual.

Vale observar também que a disputa paralela da CFTC contra Utah pode se tornar um precedente relevante: se prevalecer o argumento de competência exclusivamente federal, processos estaduais similares poderiam perder força. Até que isso se resolva nos tribunais, a incerteza regulatória permanece como fator de risco para a tese de investimento em plataformas de previsão de eventos nos Estados Unidos.

Agregado por AAR News · fonte: CoinDesk

Texto reescrito pela redação AAR com assistência de IA · confira a fonte · como produzimos